O III Encontro Regional do Centro Oeste foi realizado nos dias de 10 e 11 de Maio, em Brasília– Distrito Federal, e contou com a presença de representantes das Organizações da Sociedade Civil de toda a região (DF, GO, MT, MS).

Confira o relatório e as memórias do encontro: Relatório II Encontro Regional do Centro-Oeste
Texto completo (transcrição)
RELATÓRIO
Data: 10 e 11 de maio de 2023
Local: Centro Cultural Missionário (CCM) – Brasília/DF
Realização: Cáritas Brasileira e Elo Ligação e Organização
PLATAFORMA
MROSC
FICHA TÉCNICA
Organizadores: Candice Araújo, Angelica Tomassini, Marcela Vieira,
Vitória Mesquita, Nívea Martins
Relatoria: Marcelo José da Silva
Revisão: Nivea Martins, Candice Araujo, Angelica Tomassini
Assessoria de comunicação: Angelica Tomassini e Nívea Martins
Projeto gráfico e diagramação: Mateus Leal
PLATAFORMA
MROSC
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
4
2 ACOLHIDA
7
3 ANÁLISE DE CONJUNTURA
8
4 COMUNICAÇÃO X SUSTENTABILIDADE
10
5 ESTRATÉGIAS PARA REGIÃO CENTRO-OESTE
11
6 RETROSPECTIVA DO DIA ANTERIOR
16
7 UM OLHAR PARA FORA DA AGENDA MROSC
17
8 RODA DE DIÁLOGO COM O PODER PÚBLICO
23
9 CONSIDERAÇÕES DOS/DAS PALESTRANTES
27
Índice interativo
INTRODUÇÃO
1
O III Encontro Regional da Plataforma pelo Novo Marco Regulatório das
Organizações da Sociedade Civil, da Região Centro – Oeste, foi realizado nos dias 10
e 11 de Maio 2023, na cidade de Brasília, no Distrito Federal, conforme programação
em anexo. O evento contou com a presença dos representantes dos estados que
compõem a Região Centro Oeste: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso, contando com aproximadamente 37 representantes, das quais 20 mulheres
e 17 homens. Também contamos com a presença de uma representante do estado
de Alagoas, a qual não pode participar do Encontro Regional Nordeste, e que estava
interessada em aprofundar o processo de consolidação da Agenda MROSC nos
estados. No total houve a presença de 29 Organizações da Sociedade Civil. O objetivo
dos eventos regionais é fortalecer a organicidade institucional da Plataforma MROSC,
ampliando e consolidando as bases regionais e territoriais de articulação política das
Organizações da Sociedade Civil e verificando a capacidade institucional dessas
organizações para atuar e/ou incidir no aprimoramento do ambiente legal, político e
institucional.
20
Mulheres
37
participaram
4
17
Homens
LISTA DAS 29 OSC
PARTICIPANTES
1.
Ação da Cidanania Instituto Fome Zero
2.
ACIESP
3.
AMINA- Associação de Mulheres Independentes na Ativa
4.
Associação 5. Taller Artístico e Grupo de Jovens a + Tempo
5.
Associação Caminhando Para Mais Um Sonho
6.
Associação Civil Abaiuc – ASCA
7.
Associação Coletivo Motirõ
8.
Associação Laços de Alegria
9.
Cáritas Brasileira
10. Casa da Criança Peniel
11.
Centro de Defesa da Criança e Adolescente
12. ELO Ligação e Organização
13. Fundação Esquel
14. Grupo Atitude
15. INESC
16. Instituto Atuar
17. Instituto Casa do Pão
18. Instituto de Apoio Capacitação e Instrução de Economia Solidária do Povo
19. Instituto de Desenvolvimento Humano, Social. Econômico e Cultura “Maná do
Céu Para os Povos”
20. Instituto E com Amor
21. Instituto Germinado Sons
22. Instituto Marília Sobottka Lugli Projeto Amar – MSL
23. Instituto Moinho Cultural Sul Americano
24. Instituto Swami
25. Lírios OSC
26. Movimento União Brasil
27. Projeto Fabiano de Cristo
28. Rede Pequi
29. UNICAFES/AL
5
SOBRE O PROCESSO
PREPARATÓRIO
Para garantir a articulação e a participação das organizações das regiões
que compõem o Centro-Oeste, foram realizadas diversas reuniões de alinhamento
e planejamento. As instâncias estaduais contribuíram com a definição dos temas a
serem aprofundados, assim como com os critérios a serem utilizados na seleção dos
participantes da atividade, devido ao limite de até 60 pessoas. Foi definida em conjunto
com as signatárias, em 3 reuniões de alinhamento, a programação dos dois dias de
atividade, o local onde será realizado o evento, as/os convidadas/os para potencializar
esse momento, e a roda de diálogo com o poder público.
6
10 de maio de 2023
2
ACOLHIDA
Candice Araújo, Assessora de Projetos e representante do ELO Ligação
e Organização no Comitê Facilitador da Plataforma MROSC, deu as boas-vindas,
saudou a plenária em nome da Plataforma MROSC e promoveu uma dinâmica de
apresentação espontânea dos/das participantes, onde cada um/uma informou seu
nome, local de origem e uma palavra ou termo que vem à mente quando se escuta o
nome da plataforma.
7
3
ANÁLISE DE CONJUNTURA
Sérgio de Castro, representante da Plataforma Distrito Federal, apresentou
por meio de uma série de imagens a atual conjuntura brasileira onde estão inseridas
as Organizações da Sociedade Civil (OSC). São imagens que instigam a plenária a
refletir sobre vários desafios enfrentados pela sociedade, incluindo: apartheid social;
novo cangaço; meio ambiente (agronegócio, degradação ambiental, luta pela terra e
mudanças climáticas); o direito à moradia digna; saúde; racismo e preconceito; e o
impacto do novo Governo Federal. Sérgio também cita casos específicos do Distrito
Federal, como a poluição do Rio Melchior e a tentativa de golpe em Janeiro de 2023.
A Plataforma MROSC é sugerida como uma forma de abordar essas questões e
reunir diferentes grupos, incluindo povos e comunidades tradicionais, agricultores/as
familiares e setores de educação e saúde. A análise termina com uma pergunta sobre
como perceber essa realidade e se unir para enfrentar esses desafios. A plenária foi
incentivada a narrar o que vê e pontuar o que precisa ser mudado.
Silvio Sant’Ana, da Fundação Esquel
e membro do Comitê Facilitador da Plataforma MROSC, se prontificou a sistematizar as percepções da plenária:
•
Vivemos em uma sociedade extremamente desgastada, esgarçada,
tensionada. O tecido social está
muito tenso. Isso é um dado super
importante para a definição da ação
de qualquer organização da sociedade civil
8
•
O que isto implica: dificuldade em mobilizar pessoas (distanciamento); agravamento
dos interesses particulares em detrimento da coletividade; desmantelamento das
políticas de bem estar social.
•
Aumento dos transtornos mentais em jovens e adultos pós pandemia: ansiedade,
depressão, ataques de pânico.
•
Convivência com uma crise fiscal e econômica permanente.
•
Problemas ambientais: extremos climáticos.
•
Insegurança jurídica: mil interpretações, legislações não cumpridas, falta de
mecanismos de interação com as OSC.
•
A diversidade de regiões deve ser levada em consideração no momento da criação
de legislações específicas para as OSC.
•
É a população que, de certa forma, demanda as ações da sociedade civil.
•
Imprescindível se faz divulgar as ações das OSC e as suas formas de atuação.
Os desafios enfrentados pela sociedade: apartheid social;
novo cangaço; meio ambiente (agronegócio, degradação
ambiental, luta pela terra e mudanças climáticas); o
direito à moradia digna; saúde; racismo e preconceito; e o
impacto do novo Governo Federal.
9
COMUNICAÇÃO X
SUSTENTABILIDADE
4
Angelica Tomassini e Nívea Martins, da assessoria de comunicação da
Plataforma MROSC, apresentaram um powerpoint sobre a importância da comunicação
na Plataforma MROSC. Elas explicaram que a comunicação na plataforma iniciou
com o processo de articulação, que se limitou à construção e divulgação da iniciativa.
Posteriormente, foram criados canais de comunicação mais eficientes e ampliada a
equipe de comunicação para atender às crescentes demandas. Hoje, a comunicação
online tornou-se uma ferramenta essencial para que as organizações da sociedade civil
ampliem o alcance de suas mensagens e fortaleçam sua narrativa. As redes sociais da
Plataforma MROSC são ferramentas importantes para que as organizações signatárias
se apropriem. No entanto, há desafios, como a concentração dos meios de comunicação
de massa na capital e a política da narrativa nacional. O principal desafio é como
fortalecer a comunicação da Plataforma MROSC para além do final do projeto e garantir
a visibilidade das ações e protagonismo das organizações da sociedade civil.
10
5
ESTRATÉGIAS PARA
REGIÃO CENTRO-OESTE
Um Olhar para Dentro da Plataforma MROSC
A plenária foi convidada por Marcela Vieira, coordenadora do projeto “Fortalecimento e Regionalização da Plataforma MROSC” e membro do Comitê Facilitar
pela Cáritas Brasileira, a se dividir em grupos visando discutir e traçar estratégias de
criação das Plataformas Estaduaise indicando os respectivos pontos focais. Segue,
abaixo, a transcrição dos resultados dos trabalhos em grupo:
Que Estratégias para a Sustentabilidade das
Plataformas/Articulações Estaduais?
11
GRUPO 1
Dificuldades em disseminar informações. Espaço para tirar dúvidas. A Plataforma deveria aproveitar esse espaço para tirar dúvidas e se posicionar
como autoridade no assunto.
Compartilhar referências bibliográficas.
Gerar conteúdo.
Estabelecer estratégia de “comunidade”. Por exemplo: coworking.
Fomentar núcleos de grupo.
Como adquirir informações.
Criar uma gestão estratégica dos dados das signatárias.
GRUPO 2
Criação de um manual de boas práticas:
– Comissão de Elaboração.
– Articulação com órgãos de controle.
– Processos formativos.
– Divulgação.
Criação do CONFOCO.
Processo Formativo Regional para Criação da Identidade do Centro Oeste.
Espaços de Coworking Estaduais.
12
GRUPO 3
Dor comum para os Estados e municípios.
Falta de padronização de leis e de editais.
Resolve:
Entendimento e discurso padronizado em todo Brasil.
O que fazer:
Estabelecer legislações sobre o MROSC (estabelecer um padrão para
todo mundo interpretar, que essa padronização seja feita através de
formações on-line).
Fornecer modelos de lei municipal e estadual.
Quem pode apoiar:
OAB MP CNJ IPEA ENAP
Escolas de governo estaduais.
GRUPO 4
Identificar as lideranças locais nos Estados para a gente fortalecer o ambiente da
Plataforma.
Busca ativa por novas OSC para adentrar às plataformas.
Construir uma revisão do banco de dados da Plataforma MROSC, disponibilizando os contatos por Estado.
Revisar o sistema de adesão à plataforma, criando estratégia para uma revisão e
estado da arte das organizações. Atualizar para sabermos quantas estão ativas.
13
Ampliar as estratégias da divulgação da Plataforma MROSC, com disparo em
massa.
Incidência com Deputados Estaduais / Distritais para apoio diretamente, visando
o fortalecimento das ações, via emendas e outras parcerias.
O que realmente cabe às Plataformas Estaduais:
– Construção de Instruções normativas;
– Construção de organicidade;
– Mobilização e socialização de informações;
– Reuniões virtuais.
Construção de um pacto de solidariedade e voluntariado da Plataforma, onde
cada OSC possa contribuir. Cada OSC contribui com comunicação, mobilização,
construindo um pacto de solidariedade e voluntariado.
Limitação dos próprios projetos.
Fortalecer o ambiente das arrecadações via Nota Legal.
Construção de audiências públicas para dialogar e incidir sobre as ações e demandas da Plataforma.
Nível de exigências às OSC, a maior parte dos recursos vai para as burocracias.
Burocratização dos recebimentos dos recursos.
Não cumprimento dos acordos financeiros por parte dos chamamentos públicos.
Construção de uma jurisdição específica para organizações da sociedade civil
(“associação é muita coisa”).
Destaques sistematizados por Marcela Vieira
Comunicação (transversal, para fora) e formação.
Gestão dos dados da plataforma (qualificar e revisar).
Alinhamento de marcos legais para Estados/municípios.
Atuação em rede (comunidades).
Material formativo.
Incidência parlamentar.
Sustentabilidade (pacto de solidariedade).
Pontos focais nos Estados.
(“associação é muita coisa”).
14
Reações da plenária
CONFOCO: a sociedade civil do Centro Oeste precisa entender o quão complexo
é participar do CONFOCO. Faz-se necessária uma apropriação dos conteúdos é
um processo de formação. No site da Plataforma MROSC há muito material didático para formação: cartilhas, etc.
Desafio de tornar público/divulgar o que as Plataformas Estaduais estão fazendo
a respeito da Agenda MROSC.
Quanto mais conhecidas forem as OSC, menos condicionalidades enfrentarão.
Isso é uma estratégia de comunicação. Temos que ampliar a imagem das OSC e
ampliar a divulgação da Plataforma MROSC para a sociedade em geral.
A Plataforma MROSC pode ser um instrumento de gestão de conhecimento. Produção de conhecimento que leve a população a ver as OSC como referência.
A gestão de conhecimento dentro da Plataforma MROSC tem que produzir uma
consciência de que as OSC são essenciais para a Democracia.
As OSC precedem o Estado. Começaram a funcionar no Brasil antes da criação
do Estado Brasileiro. Esse tipo de conhecimento tem que ser divulgado, porque o
cidadão comum brasileiro não sabe disso.
A Plataforma MROSC não foi feita para discutir a Lei 13.019, e sim para discutir a
criação de um ambiente regulatório que fortaleça as organizações da sociedade
civil. O MROSC é a Lei 13.019 e várias outras que favorecem as organizações,
para fortalecimento da Democracia.
15
11 de maio de 2023
RETROSPECTIVA
DO DIA ANTERIOR
6
As atividades retomaram com uma dinâmica conduzida por Marcela Vieira, onde
a plenária pôde destacar o que chamou a atenção no dia anterior:
ONTEM
16
UM OLHAR PARA FORA
DA AGENDA MROSC
7
Candice Araújo
Assessora de Projetos do ELO e Membro do Comitê Facilitador da
Plataforma MROSC
Candice Araújo coordenou a Mesa “Um Olhar para Fora da Agenda MROSC”,
cujo propósito foi apresentar a Agenda Normativa e de Conhecimento desta Plataforma.
A Agenda MROSC busca aprimorar o arcabouço jurídico e institucional que rege as
organizações da sociedade civil (OSC) e sua parceria com o Estado. A pauta engloba
uma ampla gama de temas, entre eles a Lei 13.019/2014, que representa um avanço
significativo nesse sentido (mas que não pode ser considerado o único ponto de pauta
da Agenda). A Plataforma fez parceria com a “OSC Legal” para garantir, por meio de
um banco de dados, que todos os atos normativos do MROSC sejam armazenados e
disponibilizados às OSC. Um dos principais objetivos da Agenda é promover a criação
do CONFOCO nos entes federados, porém somente dois criaram tal instância. Esse
órgão seria responsável por supervisionar a implementação das reformas legais e
Um dos principais objetivos da
Agenda é promover a criação do
CONFOCO nos entes federados, porém
somente dois criaram tal instância.
17
institucionais propostas pela Agenda MROSC. Além disso, a agenda pede que sejam
implementados procedimentos específicos no sistema financeiro para facilitar o trabalho
das OSC. Isso inclui a isenção de tarifas bancárias e a adoção de serviços bancários e
financeiros adaptados às necessidades das OSC.
Outros temas importantes abordados na pauta são o CEBAS (como
reconhecimento da imunidade tributária das organizações); a ampliação dos incentivos
fiscais; a aplicabilidade do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD);
e o combate à criminalização burocrática. A Agenda MROSC também defende o
estreitamento das relações das OCS com as instâncias criadas pelo atual Governo
Federal (por exemplo, via frentes parlamentares, GTs ou diretamente com a Diretoria
de Parcerias com a Sociedade Civil da Secretaria-Geral da Presidência da República);
a retomada da Política Nacional de Participação Social e da Política Nacional de
Fomento e Colaboração; a extinção do Sistema de Utilidade Pública das OSC (e
consequente criação de uma certificação própria gerida pela sociedade civil); o acesso
ao atendimento jurídico às OSC (alteração da missão da Defensoria Pública); a
criação de um fundo para desenvolvimento institucional das OSC; e a qualificação dos
parâmetros de aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) às organizações.
Candice formulou uma “nuvem de palavras” sobre o que foi apresentado à
plenária:
A partir da exposição acima, os/as participantes se dividiram em quatro grupos
com o objetivo de traçar estratégias de execução da Agenda MROSC nos três Estados
da Região Centro Oeste, além do Distrito Federal. A seguir, os elementos pontuados
pelos grupos:
18
ESTRATÉGIAS DA REGIÃO NORDESTE:
Um Olhar para fora da Plataforma MROSC
Planejamento Articulação MROSC/MS
Criar e implantar a Plataforma MROSC no MS.
– Ponto focal: Carla Rodrigues.
Frente Parlamentar Estadual: fomentar a criação no MS para fortalecimento das
ações entre governo e sociedade civil.
CONFOCO: criação do CONFOCO/MS e articulação para implantação por Decreto e por Lei.
Reunião com o superintendente do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal
no MS para orientar as agências a trabalhar com olhar diferenciado para as OSC,
inclusive para as contas que não sejam relacionadas à parceria pública.
Estudar sobre o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), principalmente sobre o percentual cobrado no MS.
19
Planejamento Plataforma MROSC/DF
CLDF / Legislativo
Criação da Frente Parlamentar do Terceiro Setor / Plataforma MROSC.
Sair da criminalização das OSC.
A Plataforma vai unir diálogos e formar parcerias com o Conselho de Contabilidade do DF, OAB/DF, MPDFT, UCB/NEPACs.
Incentivo à formação de servidores/gestores públicos sobre a Agenda MROSC.
OSC do Distrito Federal se comprometem a realizar
Coworking Social.
Cadastro na Plataforma MROSC.
Reuniões Virtuais.
Reuniões ao vivo.
Executivo Governo
Regulamentação do Decreto do CONFOCO/DF.
Nota Legal Solidária (não há decreto do Executivo. É fundamental).
Ministério Público do DF.
Governança da Rede
Comunicação.
Secretaria Executiva.
Consultoria Jurídica.
Consultoria Contábil.
Captação de Recursos.
20
Planejamento Articulação MROSC/MT
Retomar a articulação MROSC/MT: grupo Whatsapp.
– Ponto focal: André Novais com auxílio de Rosa Morceli.
Realizar um encontro on line na Plataforma Zoom com as atuais signatárias de
MT, com os seguintes objetivos:
– Socializar o aprendizado neste encontro e conhecer a realidade de cada
signatária.
– Socializar o que é a Plataforma MROSC (sua funcionalidade).
– Convidar outras instituições do MT a serem signatárias.
Provocar de forma programática a Assembleia Legislativa para a criação de uma
comissão de discussão do Observatório do Terceiro Setor no Estado.
Retomada do Programa Nota MT.
Planejamento Articulação MROSC/GO
Buscar as demais entidades estaduais para poder montar um conselho no intuito
de debater as demandas. O que é o cenário real do Estado de Goiás. Com o objetivo de criar o CONFOCO no Estado.
Consultar as instituições sobre as isenções bancárias, para confirmar se estão ou
não ocorrendo as isenções.
Formação da legislação no Estado de Goiás: não há a Plataforma MROSC Estadual regulamentada. Nós queremos buscar o cenário legislativo.
Elaborar um grupo de trabalho para articulação estadual em Goiás. Posteriormente, realizar um encontro estadual do MROSC Goiás.
21
Implementação de um banco de economia solidária, a exemplo do Banco de Palmas.
Diálogo no legislativo.
Lideranças políticas locais.
Silvio Sant´Ana concluiu este momento elencando quatro consensos entre os
Estados da Região Centro Oeste e o Distrito Federal:
A necessidade de mobilizar e trazer mais pessoas para dentro deste
debate nos Estados. É necessário que as organizações dos Estados
participem da Plataforma MROSC.
Importante fazer uma incidência no parlamento (criação de uma frente parlamentar ou algo similar).
É necessário criar o CONFOCO no executivo que permita um diálogo permanente com o Governo.
Debater a relação entre OSC e bancos (sobre as tarifas), não só com
os bancos públicos, mas com os bancos privados também. Necessidade de articulação com a FEBRABAN para negociar com todos os
bancos um tratamento específicos para as entidades da sociedade
civil, que inclua isenções de tarifas, mas também que inclua outros
subsídios, como cobrança de tarifa menor para aplicações financeiras.
22
8
RODA DE DIÁLOGO COM O
PODER PÚBLICO
Silvio Sant’Ana, moderador desta Roda de Diálogo sobre a Agenda MROSC,
convidou para compor a mesa os/as seguintes representantes do poder público:
23
Sérgio Godoy, Coordenador de Fomento da Diretoria de Parcerias com a
Sociedade Civil da Secretaria-Geral da Presidência da República
Sérgio Godoy, professor de relações internacionais e formação política,
agradeceu o convite e compartilhou sua trajetória em movimentos sociais
e sindicais. A Diretoria de Parcerias com a Sociedade Civil foi criada como
resultado da Agenda MROSC, que priorizou o diálogo com a sociedade. Os
desafios da Agenda MROSC dentro do governo incluem entender a lei, criar
um plano de governo e harmonizar questões legais, prestação de contas e
discussões de políticas públicas. A Secretaria Nacional de Diálogos Sociais
e Articulação de Políticas Públicas, e suas três diretorias, foram criadas para
facilitar parcerias e participação das OSC. A Secretaria-Geral da Presidência
da República está ouvindo novamente a sociedade e tratando a pauta do
MROSC como prioridade. Por fim, Sérgio Godoy apresentou os objetivos e
ações prioritárias da Diretoria de Parcerias com a Sociedade Civil e convida as
pessoas a acompanharem o PPA Participativo.
Aldiza Soares, Secretária Executiva do Conselho Nacional de Fomento
e Colaboração (CONFOCO) da Diretoria de Parcerias com a Sociedade
Civil da Secretaria-Geral da Presidência da República
Aldiza Soares informou que o CONFOCO ainda está em processo de construção
vinculado a atualização do Decreto Federal. O CONFOCO visa fortalecer as
relações de parceria entre organizações da sociedade civil e a administração
pública federal. É um conselho formado por 11 representantes do governo
e da sociedade civil, e tem como competências acompanhar e avaliar a
implementação da Lei 13.019/14, identificar e disseminar boas práticas em
parcerias, estimular a participação social nas políticas de desenvolvimento
e apoiar a realização de processos de capacitação para qualificar parcerias.
Também propõe e mantém diálogo com a sociedade civil sobre atos normativos
e a necessidade de melhoria dos mesmos
Kildare Araújo Meira, Subsecretário de Assuntos Constitucionais da Subsecretaria de Assuntos Parlamentares da Casa Civil do Governo do Distrito Federal e ex-presidente da Comissão de Direito do Terceiro Setor da
Ordem dos Advogados do Brasil/Seccional Distrito Federal (OAB-DF)
24
Kildare Meira tem a responsabilidade de se comunicar com a sociedade
civil e instituições religiosas. Segundo Kildare, o principal desafio das OSC
é possuírem as qualificações necessárias para a aplicação da lei, ou seja,
a forma do projeto muitas vezes tem precedência sobre seu conteúdo, e as
licitações vencedoras geralmente são baseadas em quem está mais bem
preparado para desenvolver o projeto, em vez de ter uma base social eficaz.
O palestrante está feliz com a retomada da conversa do Governo Federal com
a Sociedade Civil.
Luana Holanda
(assessora da Deputada Distrital Dayse Amarílio)
Em substituição à Adriana Bortoli (que não pôde comparecer à roda de diálogo),
Luana Holanda narrou a experiência adquirida na relação das OSC com o
Legislativo. Luana, assessora da Deputada Distrital Dayse Amarílio, destaca a
necessidade de melhorar o relacionamento entre o Legislativo e o terceiro setor.
Avanços ocorreram, passos importantes foram dados, mas é preciso fazer
mais para melhorar a comunicação e o alinhamento de interesses. Há atrasos
no repasse dos recursos às OSC e na prestação de contas, e a designação de
um gestor para acompanhar as atividades deve acontecer antes da assinatura
de contratos com as OSC. Há uma sobrecarga nos gestores, e a capacitação
continuada é necessária. A regulamentação da lei da Nota Legal vai melhorar a
sustentabilidade das organizações. Luana também informou que a Dep. Daisy
Amarílio atualmente preside a Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia
Legislativa e coloca seu mandato à disposição da Plataforma MROSC.
Na sequência, foi franqueada a palavra a representantes dos três Estados
da Região Centro Oeste e do Distrito Federal:
MROSC/DF (Sérgio de Castro)
Elenca diversos temas que precisam ser abordados, entre eles: a possibilidade
de instituir um decreto do CONFOCO Distrital; retomar uma comissão do
25
terceiro setor na OAB; regulamentar a Lei da Nota Fiscal Solidária; criação
um grupo de trabalho entre a sociedade civil e o governo; iniciar o processo
de criação de uma frente parlamentar para o terceiro setor; e estabelecer um
diálogo com a diretoria de Sérgio Godoy e Aldiza Soares.
MROSC/MT (André Novais)
O Governo Federal pode ajudar a remover a linguagem preconceituosa em
relação às organizações da sociedade civil e melhorar a comunicação nos
Estados, independentemente do partido político.
MROSC/MS (Carla Rodrigues)
É necessário criar um manual de boas práticas para minimizar a tarefa
desgastante de arrumar o calhamaço de documentos solicitados. Embora
exista a Lei 13.019, ela não é respeitada.
MROSC/GO (Guilherme Reges)
Não há regulamentações estaduais atualmente em vigor, então nova legislação
deve ser criada do zero. O objetivo é impactar os entes públicos, e um précomitê está sendo criado para planejar um evento. O apoio do Governo Federal
é necessário para a cooperação técnica no futuro.
26
8
CONSIDERAÇÕES DOS/DAS
PALESTRANTES
Kildare Araújo Meira
As emendas parlamentares já possuem destinatários específicos e, muitas vezes,
chegam de última hora e carecem de uma gestão adequada. Essas emendas têm
um impacto significativo no orçamento, com 2% dele sendo executado por emendas
parlamentares. A minha impressão é que há falta de recursos e organização na gestão
da Nota Legal. Ressalto a importância do diálogo com a comunidade e a necessidade
de capacitação e qualificação, tanto para os gestores governamentais como para os/as
representantes da sociedade civil, para o enfrentamento dessas questões.
Aldiza Soares
Houve um período de retrocesso e estagnação de 2018 a 2022, mas agora um
novo governo está criando espaços e ferramentas para avançar. O foco é deixar propostas
do Estado, e não apenas do Governo, e fortalecer as ações do Terceiro Setor por meio
da disseminação de boas práticas. A secretaria está trabalhando em um módulo de
capacitação para gestores e sociedade civil, e pretende estendê-lo a outros profissionais
que atuam com OSC. Essas iniciativas estão na pauta e no planejamento da secretaria.
Sérgio Godoy
Faz-se necessário fortalecer a sociedade civil e de o fazer em conjunto. Encontrar
o equilíbrio entre um Estado eficiente e a sociedade civil mobilizada, promovendo a
democratização, o acesso à informação e a desburocratização da legislação. Enfatizo
a importância de unificar e harmonizar as informações e realizar campanhas de
comunicação e mobilização para mudar a opinião da sociedade sobre o terceiro setor.
Luana
Destaca a importância da criação da Frente Parlamentar em defesa das OSC.
27
PLENÁRIA
Foi franqueada a palavra à plenária e Silvio Sant´Ana
sistematizou os pronunciamentos:
Esse debate é uma iniciativa das organizações da sociedade civil. É fundamental
para a auto estima. Precisamos reconhecer que contribuímos na criação de uma
estrutura dentro da presidência da república que dialoga com as OSC.
A contribuição das OSC não só enriquece as organizações, mas enriquece o
Governo. Quando dialogamos com o Governo, nós estamos enriquecendo eles. Eles
enriquecendo, melhora o serviço deles para a sociedade. É um papel nosso super
relevante. Estamos construindo respostas para o conjunto da sociedade.
O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil está longe de sua solução.
Tivemos um avanço com a Lei 13.019, mas ainda estamos longe de uma resolução.
A segurança jurídica das OSC é zero, nula. Há uma insegurança jurídica permanente.
Avançou-se com a criação da Plataforma, mas estamos longe da solução desse ponto
também.
Faz-se necessária uma legislação tributária específica para as OSC. Temos que lutar
para reduzir o nosso pagamento de imposto. As OSC precisam trabalhar tanto do
lado das suas despesas, como nos mecanismos de incentivo para doadores. Aqui,
as OSC precisam ser realistas e objetivas: doação direta e desconto no imposto de
renda do doador.
As OSC precisam de afirmação, de uma identidade de imagem boa. Faz-se necessário
cobrar do governo a ajuda para as OSC alcançarem este objetivo. O governo tinha
que ser aliado natural das OSC no que se refere à consolidação de imagem.
28
AVALIAÇÃO DO ENCONTRO
O QUE FOI BOM?
– Foi excelente, superou todas as expectativas;
– Houve trocas de experiências;
– Excelente espaço físico e alimentação;
– A palestra foi ótima;
– Houve a integração regional de luta pelo MROSC
O QUE PODE SER MELHORADO?
Comunicação pre-evento
29
plataformaosc.org.br
30

