
Apresentamos aqui a 12ª edição do Informativo Somos MROSC. A publicação oferece uma visão sobre o cenário atual do Congresso Nacional, destacando propostas legislativas em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal que interessam às Organizações da Sociedade Civil (OSC).
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Texto completo (transcrição)
FEVEREIRO DE 2021
Nº
12
I NFORMATI VO
FEVEREIRO 2022
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SOMOS MROSC
O boletim informativo “Somos MROSC” oferece uma visão
sobre o cenário atual do Congresso Nacional, destacando
propostas legislativas em tramitação na Câmara dos
Deputados e no Senado Federal que possam interessar
às Organizações da Sociedade Civil (OSC). O objetivo
desta publicação é manter as organizações signatárias da
Plataforma MROSC informadas sobre proposições que
impactem o ambiente jurídico das OSC e sobre a atuação da
própria Plataforma MROSC.
CONGRESSO RETOMA SUAS
ATIVIDADES EM ANO DE ELEIÇÃO
O retorno das atividades do Congresso na primeira semana de fevereiro se dá em meio às incertezas de uma nova
onda de contaminação pelo vírus da Covid-19, às articulações
dos partidos em torno das eleições presidenciais, de governadores e deputados e das mudanças nos comandos das Comissões Permanentes das duas Casas. Assim como a Câmara e o
Senado, o Supremo Tribunal Federal também reinicia as suas
atividades após o recesso do Judiciário.
A sessão solene do Congresso Nacional que inaugurou,
no último dia 2 de fevereiro, a sessão legislativa de 2022 contou
com a presença de Rodrigo Pacheco, Presidente do Senado e
do Congresso Nacional, Arthur Lira, Presidente da Câmara dos
Deputados, Luiz Fux, Presidente do Supremo Tribunal Federal,
Augusto Aras, Procurador-Geral da República e Jair Bolsonaro,
Presidente da República.
No retorno dos trabalhos legislativos, 32 medidas provisórias já esperam análise dos parlamentares. Desse total, 16
foram publicadas durante o recesso e só devem perder a validade a partir de junho, já que o prazo de 60 dias é prorrogado
automaticamente. Outras 8 já estão em regime de urgência,
uma delas trancando a pauta de votações no Senado. Cinco
medidas, com prazo apertado, precisam ser votadas ainda em
fevereiro para não perder a vigência.
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As medidas provisórias (MPs) são normas com força de lei editadas
pelo Presidente da República em situações de relevância e urgência. Apesar de produzir efeitos jurídicos imediatos, a MP precisa da posterior apreciação pelas Casas do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Senado Federal) para se converter definitivamente em lei ordinária.
O prazo inicial de vigência de uma MP é de 60 dias e é prorrogado automaticamente por igual período, caso não tenha sua votação concluída nas
duas Casas do Congresso. Se não for apreciada em até 45 dias, contados da
publicação, entra em regime de urgência, impedindo grande parte das deliberações legislativas da Casa que estiver tramitando. Veja aqui as Medidas
Provisórias previstas para deliberação em 2022.
O Congresso Nacional começa o ano com 36 vetos do Presidente da
República, Jair Bolsonaro, pendentes de votação. Para a rejeição de um
veto é necessária a maioria absoluta de votos (ou seja, pelo menos 257
votos de deputados federais e 41 votos de senadores). Dentre eles, está
o Veto 66 de 2021, que trata da Imunidade tributária de entidades beneficentes.
LINK EXTERNO
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OMICRON
Os impactos da variante Omicron já se fizeram sentir
com a decisão do presidente da Câmara dos Deputados
de retornar ao trabalho remoto até o carnaval. Com isso, o
acesso à Casa ficará ainda mais restrito. O Senado também
retomará os trabalhos presenciais após o carnaval.
ELEIÇÕES
O ano de eleições presidenciais já tem causado impacto na dinâmica dos partidos com a possibilidade de
criação de Federações partidárias o que reflete diretamente nos trabalhos legislativos. Além do mais, as coligações,
escolhas dos nomes e acordos de chapas afetam a dinâmica das duas casas, sendo o primeiro semestre aquele em
que realmente haverá um funcionamento normal das Comissões permanentes.
Outro elemento importante a ser considerado é que as escolhas para presidentes e vice-presidentes das comissões provavelmente deverão se concluir entre final
de fevereiro e meio do mês de março, o que significa um retorno total aos trabalhos
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a partir de março. As escolhas desses nomes impactam diretamente as perspectivas
dos trabalhos da plataforma MROSC, uma vez que ao presidente cabe a escolha da
pauta dos projetos a serem analisados.
SEGUNDO SEMESTRE EM MEIO
ÀS ELEIÇÕES
Após o recesso parlamentar de julho, a tendência
é uma diminuição do ritmo das sessões, uma vez que
grande parte dos deputados, deputadas, senadores e
senadoras tentarão reeleição, disputarão outros cargos
ou estarão em espaços de coordenação de campanhas. Em 2022, as eleições renovarão um terço do Senado — 27 senadores ou senadoras ao todo, um por unidade da
Federação. O primeiro turno (único turno, no caso da eleição para o Senado) ocorrerá em 2 de outubro. O segundo turno (para Presidente da República e governadores,
se necessário) está marcado para 30 de outubro.
No próximo dia 3 de março, será aberta uma data importante desse calendário,
a chamada “janela partidária”, período em que parlamentares eleitos pelo sistema
proporcional (deputados estaduais, federais e vereadores) podem trocar de partido
sem perder o mandato. A janela vai até 1º de abril. A regra não se aplica aos senadores e senadoras, por serem eleitos pelo sistema majoritário (em que o candidato ou
candidata com maior número de votos é eleito).
No dia seguinte, 2 de abril, termina o prazo para o registro, no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), dos estatutos dos partidos e das federações partidárias. A possibilidade da união de partidos em federações duradouras foi instituída pelo Congresso
Nacional na reforma eleitoral de 2021. Em decisão recente o STF esticou o prazo, que
venceria no dia 1o de março. Agora os partidos terão até o dia 31 de maio para solicitar à Justiça Eleitoral o registro de federação.
GOVERNO PUBLICA PORTARIA COM LISTA
DE PRIORIDADE LEGISLATIVA PARA 2022
Portaria nº 667, de 9 de fevereiro de 2022 lista projetos de interesse
A Casa Civil publicou no dia (9/2), a lista das 45 propostas
prioritárias do Governo Bolsonaro para votação nas duas casas
legislativas em 2022.
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CÂMARA DOS DEPUTADOS
Economia
Na pauta econômica, os destaques são o Marco de Garantias (Projeto de Lei
4188/21) e a criação da Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços
(CBS), tema do PL 3887/20.
A redução do Custo Brasil é o assunto de dois projetos prioritários para o Governo: o PL 3228/21, que cria a Identificação Civil Nacional, simplificando o uso de documentos pelos cidadãos; e o PL 4391/21, que regulamenta a representação privada
de interesses por pessoas naturais ou jurídicas junto a agentes públicos.
Social
Na área social, o Governo vai priorizar a Medida Provisória (MP) 1076/21, que
estabelece o Benefício Extra para os beneficiários do Auxílio Brasil; além do Marco
Temporal das Terras Indígenas (PL 490/07); do projeto que amplia a acessibilidade
à leitura por pessoas com deficiência (PL 4315/21); e do PL 6160/19, que estimula e
facilita a geração de empregos, por meio do Contrato Verde e Amarelo.
Meio Ambiente
Já no setor ambiental, os destaques são o PL 6539/19, que cria a Política Nacional sobre a Mudança do Clima; o PL 528/21, que regulamenta o Mercado de Carbono
no Brasil; e o PL 5518/20, que dá mais agilidade e flexibilidade às Concessões Florestais.
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Segurança Pública
Outras prioridades do Governo são o PL 360/21, que acaba com a possibilidade das “saídas temporárias” de presos; e o PL 6438/19, que trata do
registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, contemplando
os CACs (caçadores, atiradores e colecionadores). Também são destaques da
pauta o PL 1776/15, que inclui a pedofilia na lista de crimes hediondos; e o PL
3780/20, que estabelece punições mais rigorosas para o abuso sexual cometido por ministros de confissões religiosas, profissionais de saúde ou educação
ou qualquer pessoa que use, para cometer esse tipo de crime, a confiança da
vítima menor de idade ou incapaz.
Agricultura
O PL 6299/02, conhecido como Lei do Alimento Seguro, regulamenta o
uso e a fiscalização dos defensivos agrícolas. Outra prioridade é o PL 1293/21,
que estimula o Autocontrole na Produção de Alimentos, revogando dispositivos legais que estabelecem penalidades relativas à defesa agropecuária.
Mineração
A Mineração em Terras Indígenas é o tema do PL 191/21. O projeto estabelece condições específicas para essa atividade e cria uma indenização pela
restrição do usufruto de terras indígenas.
Educação
O PL 2401/19, que regulamenta o Home Schooling (direito à educação
domiciliar), é prioritário para o Governo Bolsonaro, assim como o PL 6/20, que
torna ilegal a Progressão Continuada em todo o Brasil, abolindo a organização
por ciclos.
Saúde
As prioridades legislativas para o setor são o PLS 589/21, que aperfeiçoa
o Controle de Qualidade de Medicamentos já registrados; o PL 2552/21, que
moderniza o rastreamento da produção e do consumo de medicamentos; e
o PL 1613/21, que facilita a Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de
Saúde (SUS).
Infraestrutura
A Modernização do Setor Elétrico, tema do PL 414/21, também receberá
atenção prioritária do Governo na Câmara. O projeto aprimora o modelo regulatório e comercial do setor elétrico, para expandir o mercado livre
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SENADO FEDERAL
No Senado Federal, o governo listou os seguintes temas e projetos de interesse:
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PEC 186/19 – PEC Emergencial: prevê mecanismos para redução de gastos
públicos, como salários de servidores, e veda novas despesas obrigatórias;
PEC 187/19 – PEC dos Fundos Públicos: libera recursos de 248 fundos públicos infraconstitucionais a fim de abater a dívida pública;
PEC 188/19 – Pacto Federativo: descentraliza, desindexa e desvincula recursos orçamentários em favor dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;
PLP 137/20 – Uso de fundos públicos para combate da pandemia: libera cerca de R$ 167 bilhões para ações de saúde e mitigação de efeitos econômicos;
PLP 146/19 – Startups: marco legal para incentivar as empresas que atuam
na inovação aplicada a produtos, serviços ou modelos de negócios;
PL 4199/20 – Cabotagem (ou “BR do Mar”): libera o uso de navios estrangeiros na costa sem a obrigação de construção de embarcações em estaleiros
locais;
PL 5191/20 – Fundo de investimento agrícola: amplia instrumentos de financiamento privado e reduz a dependência em relação a recursos públicos;
PL 3178/19 – Partilha do petróleo e gás natural: acaba com a preferência da
Petrobras e permite a licitação no pré-sal se esse regime for mais vantajoso;
PL 3723/19 – Porte de armas: regulamenta as atividades de atiradores esportivos, caçadores e colecionadores;
PL 7843/17 – Eficiência administrativa (GovTec): amplia os serviços públicos
informatizados, com validação de documentos por meio de assinatura eletrônica;
PL 1023/11 (PLC 8/13 no Senado) – Cobrança de pedágio: concede isenção de
pagamento para morador de município onde está localizada a praça;
PL 1057/07 (PLC 119/15 no Senado) – Estatuto do Índio: prevê o combate a
práticas tradicionais nocivas e estabelece proteção aos direitos fundamentais de crianças indígenas;
PLS 261/18 (sem numeração na Câmara) – Ferrovias: novo marco regulatório
permite à iniciativa privada a construção e a operação de ferrovias próprias;
PLS 216/17 (sem numeração na Câmara) – Lei de Drogas: define como crime
a corrupção de menores de 18 anos em caso de infração relacionada ao
tráfico; e
PLS 232/16 (sem numeração na Câmara) – Modernização do setor elétrico:
prevê mercado livre e possibilidade de portabilidade da conta de luz.
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PRONAS E PRONON
Pronto para ser votado desde o ano passado, o Projeto de Lei 5307/20, que renovaria ambos os programas,
está parado na Câmara dos Deputados, pronto para ser
votado em plenário desde agosto de 2021.
A interrupção da Lei de Incentivo ao Programa Nacional de Apoio à Atenção
Oncológica (PRONON) e o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD) está prejudicando centenas de organizações sem
fins lucrativos em todo o país que não podem captar recursos para novos projetos.
Com o intuito de expandir a oferta da prestação dos serviços médicos, hospitalares
e assistenciais e apoiar campos de atuação que atualmente as organizações da área
da saúde não têm recursos, os programas trouxeram grandes avanços no setor da
filantropia no Brasil.
A prorrogação do prazo do PRONON e PRONAS/PCD, objeto do Projeto de Lei
5307/20, já foi aprovado no Senado Federal e está na Câmara dos Deputados aguardando deliberação do plenário. A prorrogação traria recursos para fundos de incentivos a ações de entidades privadas sem fins lucrativos que atuam no tratamento do
câncer e de pessoas com deficiência, através da dedução do Imposto de Renda (IR)
até o ano-calendário de 2025, para PF, e até 2026, para PJ. Até o momento, o PL está
parado e não há movimentação no processo desde agosto de 2021.
BALANÇO DO ANO DE 2021
No ano passado, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou 123 projetos de lei, 38 medidas provisórias, 16 projetos de lei complementar, 9 propostas
de emenda à Constituição, 11 projetos de resolução e
47 projetos de decreto legislativo. Já a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) aprovou, em caráter conclusivo, outros 114 projetos neste ano.
Já no Senado Federal, ao longo de 2021, foram 38 medidas provisórias, 182
projetos de lei, 13 propostas de emendas à Constituição e 15 projetos de lei complementar aprovados na Casa. Esses números significam um crescimento de cerca de
45% em relação a 2020.
Entre os textos, estão vários que tratam do combate à pandemia de Covid-19
e de saúde pública. Dentre eles, se destacam o que suspendeu despejos durante a
pandemia, vacinas, o que criou o Auxílio Emergencial, o Auxílio Brasil, entre outros.
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Dados do Radar do Congresso apontam o Patriota e o PSL como os partidos
que mais votaram com o governo na Câmara dos Deputados desde fevereiro de
2019, mês em que se iniciou a atual legislatura. Votaram com o governo Jair Bolsonaro, respectivamente, em 95% e 94% das votações. PP, PSC e Republicanos vieram
em terceiro lugar, com 93%. No Senado, os partidos mais governistas são PSC (95%),
DEM (94%), PSL (93%) e PP (92%). As bancadas partidárias menos governistas são
Rede (31% na Câmara e 63% no Senado), PT (24% na Câmara e 68% no Senado) e
PSOL, que não tem representação no Senado e votou junto com o governo em apenas 18% das votações realizadas na Câmara dos Deputados.
VITÓRIA DAS ORGANIZAÇÕES
Projeto de Decreto Legislativo que susta Portaria da Secretaria do Tesouro do Ministério da Economia foi aprovado na
Câmara
O PDL nº 333, de 2020, de autoria do Deputado Afonso Florence (PT-BA), para
derrubar a Portaria 377/20 da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Economia, que estabelece prazos para a definição de rotinas e contas contábeis para
despesas de pessoal de organizações da sociedade civil foi aprovado pelo plenário
da Câmara dos Deputados. A aprovação teve a participação da articulação da Plataforma MROSC. Agora, a proposta será analisada pelo Senado Federal.
Para o autor do projeto, a Portaria 377/20 terá efeitos práticos a partir de 2022,
pois ela dispensa, para 2020 e 2021, a contagem dos montantes gastos com pessoal
por parte das entidades que recebem recursos públicos, passando a exigir isso em
2022.
“O valor repassado para pagamento nas parcerias será considerado equivalente ao gasto com servidores ativos, inativos e pensionistas e outros gastos de pessoal,
um aumento gigantesco dessas despesas, provavelmente ultrapassando limites legais”, afirmou Florence.
Para a relatora, a portaria exorbita a regulamentação permitida pela Lei Complementar 101/00, cuja referência à contabilização de despesas de pessoal “é expressa aos contratos de terceirização de mão de obra para substituição de servidores e
contratos públicos, não mencionando os contratos de gestão”.
“Essa situação ocasionaria sérios riscos para a continuidade de inúmeras
parcerias essenciais para o Brasil em áreas como saúde, ciência e tecnologia, cultura
e assistência social”, disse a relatora.
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COM TEXTO PRONTO, REFORMA
TRIBUTÁRIA CONTINUA SEM DATA
PARA VOTAÇÃO NO SENADO
A PEC da reforma tributária (PEC 110/2019) que tramita no Senado ainda não tem previsão de data para ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
A pedido da Plataforma MROSC, a Senadora Eliziane Gama (Cidadania/MA)
apresentou nossa proposta de emenda à PEC 110/2019, que no sistema ficou como
Emenda n. 162/2021. Em seu relatório, o Relator, Senador Roberto Rocha (PSDB/MA),
vota pela aprovação da Emenda 162/2021, mas na prática nenhum dispositivo do
Substitutivo faz referência expressa às propostas da Plataforma.
A Reforma Tributária impactará as 781.921 organizações da sociedade civil
(OSC) existentes no Brasil, segundo dados do Ipea. Essas OSC empregam, diretamente, 2.336.413 pessoas
RELEMBRE A EMENDA N. 162/2021
DA PLATAFORMA MROSC
A proposta que está sendo pleiteada junto a parlamentares e assessorias defende a ideia de que solidariedade não
se tributa, por meio da promoção de quatro alterações constitucionais. A primeira delas, no art. 150, da Constituição,
veda a tributação sobre doações a organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, desde que empenhadas diretamente em iniciativas de superação da pobreza,
da desigualdade social e na construção de uma sociedade solidária e demais ações
de interesse público. Ora, não faz sentido dar o mesmo tratamento tributário para
doações privadas e doações com finalidade de interesse público.
Além disso, restringe-se o universo de organizações da sociedade civil que praticam ações de interesse público, tais como o alcance dos objetivos da República,
previsto no artigo 3º da Constituição.
A outra alteração no art.150 resolve a polêmica jurisprudencial ao abarcar, na
vedação à instituição de imposto sobre patrimônio, renda ou serviços das instituições de saúde, ao lado das de educação e de assistência social, sem fins lucrativos.
O acréscimo do parágrafo 5º ao artigo 174 da Constituição objetiva propor um
regime de tratamento diferenciado às organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que sejam dedicadas e estejam operando atividades que contribuam no alcance dos objetivos previstos no art. 3º desta Constituição. Assim, a União, os EstaFEVEREIRO 2022
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dos, o Distrito Federal e os Municípios apoiarão e estimularão as organizações da
sociedade civil sem fins lucrativos, por meio da garantia de tratamento diferenciado
e favorecido às organizações; de incentivos econômicos e fiscais para a atuação das
organizações; e da não incidência tributária a doações e outros ingressos destinados
às suas finalidades.
Por fim, a alteração no parágrafo 7º do art.195 visa à correção de expressão
erroneamente grafada que gerou longos debates jurisprudenciais. É sabido que a
Constituição promove imunidades, e não isenções.
PERSPECTIVAS 2022
Relator promete leitura da reforma tributária já
na primeira semana da volta do recesso
O relator da proposta de emenda à Constituição, renovou a mobilização com secretários de Fazenda dos Estados nos últimos dias e está otimista com o avanço do texto. “Vamos fazer a leitura
na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já na primeira semana”, disse o relator
ao jornal Estado de São Paulo. O parlamentar trabalha com a expectativa de enviar a
proposta para a Câmara dos Deputados ainda na primeira quinzena de fevereiro. Se
conseguir, Pacheco enfim poderá ter uma “marca” para chamar de sua.
No entanto, o tema encontra algumas dificuldades: o fato de ser um ano eleitoral, com as atenções voltadas para as campanhas e a falta de empenho do Palácio
do Planalto com o tema.
CONTINUAM AS RESTRIÇÕES DE
ACESSO AO CONGRESSO
A entrada às dependências do Congresso Nacional
continuam restritas por Atos da Mesa Diretora. De acordo com o Art. 3º do Ato 207/2021, somente terão acesso
congressistas, servidores, terceirizados, profissionais de
veículos de imprensa, assessores de entidades e órgãos, públicos, representantes de
instituições de âmbito nacional, todos previamente credenciados, salvo prévia autorização da Primeira-Secretaria.
Já o Ato 208/2021 estabelece que “a participação de parlamentares por áudio e
vídeo e a utilização de plataforma de videoconferência poderão ocorrer somente nas
sessões e reuniões não deliberativas e nas audiências públicas.”
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Realização:
Apoio:
Este informativo foi elaborado com a participação exclusiva da Plataforma
MROSC, não podendo, em caso algum, considerar-se que reflete a posição
FICHA TÉCNICA
Elaboração: Diego Scardone e Patrick Mariano
Revisão: Candice Araujo, Igor Ferrer, Eliana Rolemberg,
Luise Villares e Laís de Figueirêdo Lopes.
Assessoria de Comunicação: Nívea Martins, Angelica Tomassini
Comitê Facilitador da Plataforma MROSC: Abong,
Cáritas Brasileira, Cese, Esquel, Gife e Unicopas.
Projeto gráfico e diagramação: Mateus Leal
Contato com a redação: mroscplatataforma@gmail.com
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