
Apresentamos aqui a 17ª edição do Informativo Somos MROSC. A publicação oferece uma visão sobre o cenário atual do Congresso Nacional, destacando propostas legislativas em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal que interessam às Organizações da Sociedade Civil (OSC).
? Confira a edição de Agosto: BOLETIM AGOSTO 2022
Texto completo (transcrição)
SOMOS MROSC
AGOSTO DE 2022
Nº
17
I NFORMATI VO
AGOSTO 2022
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SOMOS MROSC
SOMOS MROSC
O boletim informativo “Somos MROSC” oferece uma visão
sobre o cenário atual do Congresso Nacional, destacando
propostas legislativas em tramitação na Câmara dos
Deputados e no Senado Federal que possam interessar
às Organizações da Sociedade Civil (OSC). O objetivo
desta publicação é manter as organizações signatárias da
Plataforma MROSC informadas sobre proposições que
impactem o ambiente jurídico das OSC e sobre a atuação da
própria Plataforma MROSC.
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RECESSO PARLAMENTAR
O Senado Federal e a Câmara dos Deputados entraram oficialmente em recesso
no último dia 18 de julho. Por conta da aproximação com o calendário eleitoral, mesmo
após o retorno oficial do recesso, no dia 01 de agosto, ambas as Casas funcionarão com
semanas de esforços concentrados até a conclusão das eleições de 2022.
A Comissão Representativa foi eleita para atuar em nome do Congresso Nacional
durante o período de recesso legislativo, de 18 a 31 de julho. Foram eleitos os senadores: Rafael Tenório (MDB-AL), Mailza Gomes (PP-AC), Maria do Carmo Alves (PP-SE), Izalci
Lucas (PSDB-DF), Jorge Kajuru (Podemos-GO), Paulo Rocha (PT-PA), Zenaide Maia (PROS-RN), Nelsinho Trad (PSD-MS), Angelo Coronel (PSD-BA), Carlos Portinho (PL-RJ), Wellington Fagundes (PL-MT), Reguffe (União-DF)
Compete à Comissão Representativa, entre outras prerrogativas, zelar pela preservação da competência legislativa do Congresso Nacional em face da atribuição normativa dos outros Poderes; deliberar sobre diversos assuntos de competência do Congresso;
fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo; e exercer outras atribuições de caráter
urgente, que não possam aguardar o início do período legislativo seguinte sem prejuízo
para o país ou suas instituições.
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ESFORÇO CONCENTRADO NO
CONGRESSO NACIONAL
As eleições impactam os trabalhos do Congresso Nacional, já que os parlamentares se envolvem nas
campanhas em seus estados. No Senado, a expectativa é de que o trabalho remoto ajude a Casa a deliberar acerca das demandas mais
urgentes. Mesmo assim, a tendência é que temas complexos sejam votados apenas
depois das eleições gerais de 2 outubro, avaliam senadores.
Tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado Federal tiveram esforços concentrados na primeira semana de agosto. A expectativa é que a próxima semana de
esforço concentrado aconteça entre os dias 29 de agosto e 02 de setembro na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Senadores e deputados retornam em agosto com a missão de deliberar sobre
23 Medidas Provisórias. As últimas publicadas abrem crédito extraordinário no Orçamento deste ano para o pagamento dos benefícios sociais previstos na Emenda
Constitucional 123. De acordo com o texto aprovado, beneficiários do Auxílio Brasil
começaram a receber, nesta última terça-feira (9), o novo valor de R$ 600 e o vale-gás
de R$ 110, a ser pago a cada dois meses. Já os caminhoneiros poderão sacar duas
parcelas de R$ 1.000 na quarta-feira (10) e os taxistas no dia 16. Tanto o aumento dos
benefícios e os auxílios aos motoristas profissionais valerão até dezembro.
R$ 600
R$ 110
CADA 2 MESES
R$ 1.000
2 PARCELAS
No Senado, há indicativo de que o PL 2.033/2022, que estabelece hipóteses de
cobertura de exames ou tratamentos de saúde que não estão incluídos no rol de
procedimentos e eventos da ANS, o chamado rol taxativo, seja deliberado em sessão
semipresencial no dia 29 de agosto. Não há detalhes quanto a possibilidade de outros projetos entrarem na pauta até o momento.
Ficou definido ainda que, nestes primeiros dias do mês de agosto, a pauta seria
dedicada somente à apreciação de medidas provisórias. Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, informou que as votações de autoridades pelo Plenário do Senado
ocorrerão após as eleições.
Algumas comissões permanentes da Casa, como a de Assuntos Econômicos
(CAE), a de Assuntos Sociais (CAS) e a de Direitos Humanos (CDH), tiveram reuniões
deliberativas após o retorno do recesso, mas o ritmo de retorno ainda está lento.
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MUDANÇA DE REGRAS DE ARQUIVAMENTO DE PROJETO
A Câmara dos Deputados aprovou na primeira semana do esforço concentrado
novas regras para arquivamento de proposições de parlamentares ao final da legislatura. As medidas já foram promulgadas e incluídas no Regimento Interno.
A principal alteração prevê que as proposições apresentadas por deputados
reeleitos serão automaticamente renovadas. Atualmente, todas as propostas são arquivadas, e é preciso que o parlamentar reeleito faça um requerimento e desarquive
as proposições de sua autoria que considerar importantes.
Como acontece hoje, o arquivamento, como regra, continuará ocorrendo no
último dia da legislatura. Além disso, o texto aprovado prevê ainda:
) o arquivamento de uma proposição após tramitação por, pelo menos, três
legislaturas completas (o equivalente a no mínimo 12 e no máximo 16 anos);
) sujeição das proposições originárias do Senado e de outros Poderes às mesmas regras de arquivamento;
) sujeição às mesmas regras de arquivamento dos projetos de deputados não
reeleitos, de suplentes que retornaram ao mandato ou daqueles licenciados
para exercício de cargo em outra esfera de Poder e das comissões; e
) no caso de tramitação em conjunto, permanência dos pareceres já aprovados, que instruirão as proposições remanescentes, ressalvada a hipótese de
recurso ao presidente da Câmara.
Não serão arquivados os projetos de código, de iniciativa popular, de tratados
internacionais e de concessão de rádio e TV, além daqueles relativos às contas do
presidente da República e os oriundos da Câmara emendados pelo Senado.
O texto aprovado também determina que, no caso da tramitação em conjunto,
terá precedência a mais antiga sobre a mais recente das proposições. Com isso, acabará a atual regra que prevê, na hipótese de apensação, a precedência de proposições do Senado sobre as da Câmara.
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APROVADA URGÊNCIA PARA PL QUE REGULAMENTA
O LOBBY
A Câmara dos Deputados aprovou durante o esforço concentrado o pedido de
urgência para analisar o PL (projeto de Lei) 4391/2021, de autoria do Poder Executivo,
que regulamenta o lobby.
A proposta institui normais gerais para representação privada de interesses
junto a agentes públicos, atividade mais conhecida como lobby.
O objetivo do texto, para o governo, é “tornar mais clara a representação privada de interesses, possibilitando, com isso, maior efetividade na repressão às condutas reprováveis”.
A regulamentação da atividade também é uma recomendação da Organização
para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), organização que reúne economias avançadas e do qual o Brasil pretende se tornar membro.
O projeto define normas gerais aplicáveis a todos os entes federados, consórcios públicos, autarquias, fundações e empresas estatais, e normas mais específicas
aplicáveis apenas à União.
A proposta considera representação privada de interesses a interação entre
agente privado e agente público destinada a influenciar processo decisório da administração pública, como na formulação de uma política pública, ou na edição de um
ato normativo, como portaria ou decreto.
O lobista pode ser qualquer pessoa ou empresa que se dedique de maneira
habitual ou circunstancial à atividade, em nome próprio ou de terceiro, com ou sem
remuneração.
O texto não considera lobby o contato eventual entre agentes públicos e lobistas ocorrido em situações sociais, exceto se houver algum fato que comprove a
representação de algum interesse.
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Audiências
O projeto prevê, ainda, normas sobre as audiências com lobistas, que devem
ter mais de um agente público; e divulgação de agenda, inclusive em reuniões na
internet.
Deverão ser publicadas informações sobre audiências com ministros de Estado,
servidores do alto escalão e congressistas. Estados, Distrito Federal e municípios deverão definir regras sobre as audiências com as autoridades locais.
A agenda deve identificar o lobista presente e os seus clientes, e o interesse a
ser representado. O projeto prevê que as informações deverão permanecer públicas
pelo prazo de cinco anos. Depois, serão armazenadas permanentemente.
Brindes
O texto do governo também prevê regras para a chamada “hospitalidade” –
quando o agente viaja representando o órgão público em evento de particular – e a
oferta de presentes e brindes.
No primeiro caso, os itens de hospitalidade, como despesas com transporte e
hospedagem, devem ser relacionados com os propósitos do órgão, de valor compatível ao de mercado, e divulgados na internet.
Brindes e presentes são permitidos pelo texto, desde que de baixo valor, entregues publicamente e registrados na contabilidade da pessoa jurídica ofertante. Também não podem ter como objetivo influência indevida na atuação do agente público.
O desrespeito a essas e outras regras do lobby sujeita o agente público à infração administrativa disciplinar, punida com demissão, cassação de aposentadoria ou
disponibilidade, e destituição de cargo em comissão ou função comissionada.
O lobista também pode ser punido administrativamente. Ele poderá ser proibido de participar de audiências, inclusive públicas, por até cinco anos.
Tramitação
O projeto seria analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho,
de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Com a aprovação da urgência, a proposta agora depende do acordo de líderes para
entrar na pauta do plenário diretamente.
Aumento do populismo penal
A Câmara dos Deputados aprovou durante o período de esforço concentrado
proposta que extingue saídas temporárias de presos dos estabelecimentos prisio-
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nais. Aprovado em Plenário por 311 votos favoráveis e 98 contrários, o projeto segue
para o Senado, que vai analisar as alterações dos deputados.
Combate à fome
A Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional e representantes
de 20 entidades e movimentos sociais assinaram em agosto uma carta-compromisso de apoio à Agenda Betinho 2022, que reúne 92 propostas de políticas públicas de
segurança alimentar colhidas, sobretudo, na Conferência Nacional Popular por Direitos, Democracia, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. A meta é reverter o
quadro de 33 milhões de pessoas que passam fome hoje no Brasil, o equivalente a
15% da população.
Propostas da Agenda Betinho 2022
Entre as propostas da Agenda Betinho 2022, estão a revogação do teto de gastos públicos (EC 95/16); a retomada do desenho original do programa Bolsa Família, a
partir do Cadastro Único de Políticas Sociais (CadÚnico) e imediata inclusão de todas
as pessoas em situação de pobreza e de extrema pobreza; a aprovação da Política
Nacional de Redução de Agrotóxicos (PL 6670/16); o apoio à agricultura familiar e à
agroecologia; a reestruturação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA); e a recriação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), extinto
no início do governo Bolsonaro.
PLATAFORMA CONTRIBUI PARA
CONSTRUÇÃO DE PROPOSTA PARA
SISTEMA DE JUSTIÇA ELABORADO PELA
ABJD
Se somando aos esforços da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, a Plataforma MROSC apresentou sugestões ao documento
que vem sendo escrito com propostas para melhorias e aperfeiçoamentos do Sistema de Justiça.
Nos dias 27 e 28 de julho, na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema/SP, entidades, pesquisadores e integrantes da ABJD se reuniram para debater
o documento que está em fase final de elaboração. A proposta servirá de base para
debates com candidaturas e discussão interna com movimentos sociais e organizações da sociedade civil.
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Dentre as sugestões apresentadas pela Plataforma estão a criação de uma estrutura permanente no Poder Executivo para tratar do fomento e da regulação incidente sobre as Organizações da Sociedade Civil e suas relações de parceria com o Estado; aprimorar a regulação do campo da sociedade civil organizada fortalecendo sua
atuação como atores importantes da democracia e acesso a justiça e repudiar as tentativas de criminalização burocrática (inclusive atrelando a terrorismo) contra as OSC.
Para Patrick Mariano, um dos responsáveis pela sistematização e elaboração
do documento, o desafio de pensar o sistema de justiça pelo viés da efetividade e radicalidade democrática ajudará a que eventuais governos interessados tenham um
rico material de reflexão para tema tão central da política brasileira, sendo que a
contribuição da Plataforma MROSC qualifica a proposta ao trazer esse olhar desde
as organizações.
PARLAMENTARES CHEGAM A ACORDO E DERRUBAM
VETOS PRESIDENCIAIS A TRÊS PROJETOS ANTES DO
INÍCIO DO RECESSO
O Congresso Nacional rejeitou itens de três vetos a projetos de lei. Em um
deles, sobre o marco regulatório da micro e minigeração distribuída de energia elétrica, foram rejeitados os vetos às unidades flutuantes de captação de energia fotovoltaica e à permissão para projetos de minigeração distribuída receberem recursos
por meio do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura. Também foi derrubado o veto aos dispositivos sobre a criação de uma política de
incentivo às atividades voltadas à reciclagem.
Os congressistas rejeitaram vetos aos dispositivos que permitem à pessoa física
e à pessoa jurídica deduzirem, do Imposto de Renda devido, quantias direcionadas a
projetos de reciclagem aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente. Os índices serão
de 1% para pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real e de 6% para pessoas físicas.
Desta forma, foi incorporada ainda à Lei 14.260/21 a lista de tipos de projetos
que poderão ser bancados, como:
) capacitação, formação e assessoria técnica de associações comunitárias e
organizações sociais ligadas à promoção, ao desenvolvimento, à execução
ou ao fomento de atividades de reciclagem ou de reuso de materiais;
) incubação de micro e pequenas empresas, de cooperativas e de empreendimentos sociais solidários que atuem em atividades de reciclagem;
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) pesquisas e estudos para subsidiar ações que envolvam a responsabilidade
compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
) implantação e adaptação de infraestrutura física de microempresas, de pequenas empresas, de indústrias, de cooperativas e de associações de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis;
) compra de equipamentos e de veículos para a coleta seletiva, a reutilização,
o beneficiamento, o tratamento e a reciclagem de materiais pelas indústrias,
pelas microempresas, pelas pequenas empresas, pelas cooperativas e pelas
associações de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis;
) organização de redes de comercialização e de cadeias produtivas;
) fortalecimento da participação dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas cadeias de reciclagem; e
) desenvolvimento de novas tecnologias para agregar valor ao trabalho de
coleta de materiais reutilizáveis e recicláveis.
PRORECICLE
A Lei 14.260/21 autorizou a constituição de Fundos
de Investimentos para Projetos de Reciclagem (ProRecicle), cujos recursos serão destinados a projetos de reciclagem e à instituição da Comissão Nacional de Incentivo à
Reciclagem.
Pela lei, a comissão será composta por representantes de ministérios, cientistas
e representantes do setor empresarial e da sociedade civil. Caberá ao colegiado propor diretrizes, acompanhar e avaliar as políticas de incentivo à reciclagem.
CONGRESSO APROVA LDO SEM EMENDAS
IMPOSITIVAS DE RELATOR ANTES DO INÍCIO DO
RECESSO
O Congresso Nacional aprovou o projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias
(LDO), que estabelece regras para elaboração do Orçamento Geral da União do próximo ano. A norma (Lei 14.436, de 2022) foi publicada, com vetos, no Diário Oficial da
União desta quarta-feira (10).
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O texto manteve os parâmetros econômicos aprovados pelo Congresso Nacional, como o salário mínimo de R$ 1.294, com aumento de R$ 82; inflação prevista de
3,3% pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA); crescimento de 2,5% do Produto
Interno Bruto (PIB) e taxa básica de juros encerrando o ano em 10%.
Conforme a lei aprovada, as emendas de relator, que têm sido questionadas
pela falta de transparência, foram mantidas. A LDO indica as metas, diretrizes e prioridades a serem seguidas pela administração pública federal para o ano posterior.
Também orienta a elaboração do orçamento e trata de questões relativas a transferências de recursos, à dívida pública federal, a despesas com pessoal e a encargos
sociais.
ORGANIZAÇÕES SOCIAIS
O presidente também vetou a possibilidade de organizações sociais (OS) receberem recursos oriundos de transferências por meio de termo de colaboração ou
de fomento, de convênio ou outro instrumento congênere celebrado com entidade
filantrópica ou sem fins lucrativos.
A alegação é de que há contrariedade ao interesse público, pois, de acordo com
a Lei 9.637/1998, o instrumento adequado a ser utilizado com vistas à formação de
parceria entre o poder público e a organização social é o contrato de gestão.
As organizações sociais são pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que exercem atividades dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à
saúde. Para receberem tal qualificação, precisam atender a requisitos legais, o que
as permitirá também exercer serviços de caráter público.
Para mais informações, consulte o PDF desta edição.
COM TEXTO PRONTO, REFORMA
TRIBUTÁRIA DEVE FICAR PARA
2023
As tentativas de votar a Reforma Tributária (PEC
110/2019) no Senado no primeiro semestre não avançaram. E com a pauta do segundo semestre comprometida pela corrida eleitoral, em outubro, a votação da Reforma ficará mesmo para
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LINK EXTERNO
2023. Para Omar Aziz (PSD-AM), o acordo precisa ser firmado pelos novos senadores
eleitos em outubro. Já o relator, Roberto Rocha (PTB-MA), teme que o texto continue
encontrando resistência.
O ano de 2022 começou com otimismo: o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Davi Alcolumbre (União-AP), prometeu que a reforma
tributária teria prioridade na comissão. Foi o próprio Davi que apresentou a PEC da
Reforma Tributária no Senado (PEC 110/2019).
Na abertura dos trabalhos legislativos, Pacheco também elencou a reforma
como uma das prioridades de 2022.
— Temos o compromisso de avançar nas propostas que já estão em discussão,
como é o caso especial da PEC 110. Esse pleito é do setor produtivo, dos contribuintes, dos entes subnacionais. Sabemos da complexidade do tema, mas entendemos
que o crescimento de nosso país depende disso, sendo uma prioridade do Congresso Nacional para 2022 — disse Pacheco.
No final de fevereiro, Roberto Rocha apresentou nova versão de seu relatório.
Ele já havia apresentado dois em 2019 e outro em 2021. Em meados de março, a CCJ
tentou votar a PEC, mas houve adiamento por falta de acordo. O relator apresentou
complementações a seu relatório após novos debates e negociações. Enquanto isso,
Pacheco mantinha seus esforços em busca de consenso para a votação da proposta.
Em abril, houve outro adiamento de votação na CCJ.
No final de maio, mais uma tentativa frustrada: sem consenso e sem quórum, a
votação da reforma tributária foi mais uma vez adiada. No mesmo dia, Pacheco reconheceu que as negociações sobre a reforma estavam difíceis. Desapontado, Roberto
Rocha chegou a cogitar deixar a relatoria da PEC da Reforma Tributária. Ele acatou 70
das 250 emendas apresentadas por senadores à proposta.
— Ao longo desses últimos três anos conseguimos construir o texto que mais
avançou até hoje no que diz respeito à reforma tributária. Estamos tratando de uma
reforma na base consumo, não estamos tratando da base renda, nem patrimônio.
Ou seja, é a base onde está a maioria da população brasileira, sobretudo a mais pobre. Temos a questão da Zona Franca de Manaus, a questão do IPI, do ICMS. É muito
difícil chegar a um consenso, chegar a um acordo e a falta de quórum da CCJ é uma
prova disso. Vejo com muita dificuldade, este ano, aprovar a reforma tributária —
afirmou Roberto Rocha na ocasião.
RELEMBRE A DISCUSSÃO SOBRE A EMENDA
N. 162/2021 DA PLATAFORMA MROSC
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Eleições
2022
ELEIÇÕES 2022
Nos dias 13 e 12 de Junho, cerca de 75 representantes de Organizações da Sociedade Civil de todo o país participaram do X Encontro Nacional de Signatárias da
Plataforma MROSC. No encontro foi construída a Carta Compromisso do X Encontro Nacional das Signatárias da Plataforma MROSC as/aos Elegíveis em 2022, com
as prioridades relacionadas à agenda MROSC para mobilização de candidatos/às no
processo eleitoral de 2022.
Confira a carta aqui: Carta Compromisso aos/as elegíveis 2022
CALENDÁRIO
O prazo para que os partidos políticos e as federações promovam convenções para a escolha dos(as) candidatos(as) que irão
concorrer ao pleito de outubro terminou no último dia 5 de agosto.
As eleições deste ano se destinam aos cargos de: presidente e vice-presidente da República; governador(a) e vice-governador(a); senador(a); deputado(a) federal; deputado(a) estadual e deputado(a)
distrital.
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A partir do dia 16 de agosto os(as) candidatos(as) a algum cargo
na eleição de 2 de outubro podem pedir voto oficialmente. Já o horário eleitoral no rádio e na TV começa no dia 26. O ministro Alexandre
de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deve assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral também no dia 16.
O segundo turno será realizado no dia 30 do mesmo mês, caso
nenhum(a) candidato(a) alcance maioria absoluta dos votos válidos
na primeira votação, conforme estabelece o artigo 77 da Constituição.
De acordo com as regras, ninguém poderá impedir a propaganda eleitoral nem inutilizar, alterar ou perturbar os meios lícitos nela
empregados, bem como realizar propaganda eleitoral vedada por lei
ou por resoluções da Justiça Eleitoral. A legislação estabelece que a
realização de qualquer ato de propaganda partidária ou eleitoral, em
recinto aberto ou fechado, não depende de licença da polícia. O(a)
candidato(a), partido político, federação ou coligação que promover
o ato fará a devida comunicação à autoridade policial com, no mínimo, 24 horas de antecedência.
FAKE NEWS
Não poderá haver propaganda que divulgue ou compartilhe
fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados
que atinjam a integridade do processo eleitoral; que ofereça, prometa ou solicite dinheiro, dádiva, rifa, sorteio ou vantagem de qualquer
natureza; que perturbe o sossego público, com algazarra, abuso de
instrumentos sonoros e sinais acústicos; ou que incite atentado contra pessoa ou bens.
ANIMOSIDADES
Também não poderá haver propaganda eleitoral que provoque
animosidade entre as Forças Armadas ou contra elas, ou delas contra as classes e as instituições civis; que busque caluniar, difamar ou
injuriar qualquer pessoa, bem como atingir órgãos ou entidades que
exerçam autoridade pública; que deprecie a condição da mulher ou
estimule sua discriminação em razão do sexo feminino, ou em relação a sua cor, raça ou etnia; que empregue meios publicitários destinados a criar artificialmente, na opinião pública, estados mentais,
emocionais ou passionais.
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TELEMARKETING
A legislação proíbe ainda a propaganda eleitoral por meio de
telemarketing em qualquer horário, bem como por disparo em massa de mensagens instantâneas sem anuência do destinatário.
LUMINOSOS
É vedada propaganda eleitoral mediante outdoors, inclusive
eletrônicos, assim como a utilização de engenhos, equipamentos
publicitários ou conjunto de peças de propaganda que, justapostas,
assemelhem-se ou causem efeito visual de outdoor.
BRINDES
São vedadas, na campanha eleitoral, confecção, utilização, distribuição por comitê, candidato(a) – ou com a sua autorização – de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem
ao eleitor.
IMPRESSOS
Em relação à distribuição de impressos, a legislação permite a
veiculação de propaganda eleitoral mediante distribuição de folhetos,
adesivos com a dimensão máxima de 0,5m² (meio metro quadrado),
volantes e outros impressos, os quais devem ser editados sob a responsabilidade do partido político, federação, coligação ou candidato(a),
sendo-lhes facultada a impressão em braile dos mesmos conteúdos.
ADESIVOS EM VEÍCULOS
É proibido colar propaganda eleitoral em veículos, exceto adesivos microperfurados até a extensão total do parabrisa traseiro e,
em outras posições, adesivos que não excedam a 0,5m² (meio metro
quadrado).
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SOM
O funcionamento de alto-falantes ou amplificadores de som,
ressalvada a hipótese de comício de encerramento de campanha,
somente é permitido entre as 8h e as 22h, sendo vedados a instalação e o uso desses equipamentos em distância inferior a 200 metros
das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da União e do Distrito
Federal, das sedes dos Tribunais Judiciais, dos quartéis e de outros
estabelecimentos militares; dos hospitais e das unidades de saúde;
das escolas, bibliotecas públicas, igrejas, templos religiosos e teatros, quando em funcionamento.
COMÍCIOS
A realização de comícios e a utilização de aparelhagens de sonorização fixas são permitidas no horário compreendido entre as 8h
e as 24h, com exceção do comício de encerramento da campanha,
que poderá ser prorrogado por mais duas horas. É vedada a utilização de trios elétricos em campanhas eleitorais, exceto para a sonorização de comícios.
SHOWMÍCIOS
É proibida a realização de showmício e de evento assemelhado
para promoção de candidatos, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar comício e reunião eleitoral.
ATOS DO GOVERNO
A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo
ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos
ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou
de servidores públicos, configurando abuso de autoridade a publicidade diversa da permitida, ficando o responsável, se candidato(a),
sujeito ao cancelamento do registro de sua candidatura ou do diploma.
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ELEITORADO EM NÚMEROS
156
MILHÕES
DE CIDADÃOS
APTOS A
VOTAR
496.512
MIL SEÇÕES
ELEITORAIS.
O eleitorado brasileiro em 2022 é 6,21% maior que o registrado
em 2018. A informação é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que
divulgou estatísticas sobre os 156 milhões de cidadãos aptos a votar
nas eleições do dia 2 de outubro. Um dos maiores aumentos registrados foi no número de jovens entre 16 e 17 anos, cujo voto é facultativo. Nas eleições deste ano, 2,1 milhões de jovens nessa faixa
etária poderão votar. Em 2018, o contingente era de 1,4 milhão, um
crescimento superior a 50%.
O eleitorado acima de 70 anos também cresceu. O salto foi de
23,82%, de 12 milhões em 2018 para 14,8 milhões em 2022. Esse número representa 9,52% de todo o eleitorado apto a votar no dia 2 de
outubro. O voto nessa faixa etária também é facultativo, assim como
acontece com os jovens e os analfabetos.
Segundo o TSE, os eleitores brasileiros estão distribuídos em
5.570 cidades no Brasil e 181 no exterior. Ao todo, eles estão divididos em 496.512 mil seções eleitorais. Outra razão para o aumento
no número são os mais de 4 milhões de cancelamentos de títulos
revertidos. Além disso, houve um crescimento expressivo no eleitorado no exterior, que saltou de 500.727 em 2018 para 697.078 em
2022, um aumento de 39,21%.
Além disso, um levantamento parcial do TSE indicou que, das
mais de 26 mil candidaturas registradas para as eleições de 2022,
33% são de mulheres, 49,5% são de pessoas negras, enquanto 48,8%
são de pessoas brancas. Os dados representam um recorde na proporção de candidaturas desses grupos em um eleição nacional.
PERFIL
5.570
CIDADES NO
BRASIL
Entre os eleitores, a maior parte é de mulheres. São 82,3 milhões de eleitoras, 52,65% do total. Já os homens são 74 milhões,
47,33%. Outros 36,7 mil votantes não declararam gênero, num total
de 0,02%. Esta é a terceira eleição na qual a Justiça Eleitoral garante que pessoas transgênero, transexuais e travestis tenham o nome
(como preferem ser chamados) impresso no título de eleitor e no
caderno de votação. No total, 37,6 mil eleitores fizeram essa solicitação.
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82,3
MILHÕES DE
ELEITORAS
No quesito escolaridade, os dados do Cadastro Eleitoral mostram que a maior parcela do eleitorado, 23,31%, é de pessoas que
declararam possuir o ensino médio completo. Nas eleições de 2018
e 2014, a principal faixa do eleitorado era aquela composta por pessoas com o ensino fundamental incompleto. Em 2022, essa faixa
do eleitorado corresponde a 22,97% do total. Eleitores com ensino
médio incompleto são 16,65% e com ensino superior completo são
10,95%.
O número de eleitores que declararam ter algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida cresceu 35,27%, passando de 939,9
mil em 2018 para 1,27 milhão em 2022.
REGIÕES
Ainda segundo o TSE, São Paulo continua a ser o estado com
maior colégio eleitoral brasileiro, com 22,16% de todos os eleitores.
Em seguida, aparecem os estados de Minas Gerais, com 10,41% do
total de eleitores, e Rio de Janeiro, com 8,2%. Ao todo, a região Sudeste concentra 42,64% de todo o eleitorado nacional.
O Nordeste vem logo após, com 27,11% do eleitorado. Na sequência, aparecem o Sul (14,42%), Norte (8,03%) e Centro-Oeste
(7,38%). Roraima (0,23%), Amapá (0,35%) e Acre (0,38%) são as unidades da Federação com menos eleitores.
Entre os municípios brasileiros, São Paulo também detém o
maior eleitorado, com 9,3 milhões de cidadãos. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (5 milhões), Brasília (2,2 milhões), Belo Horizonte
(2 milhões) e Salvador (1,9 milhões). Os menores colégios eleitorais estão nos municípios de Borá (SP), Araguainha (MT), Serra
da Saudade (MG), Engenho Velho (RS) e Anhanguera
(GO), que têm entre 1.040 e 1.234 eleitores.
27,11%
DO ELEITORADO ESTÁ NA
REGIÃO NORDESTE
42,8%
REGIÃO SUDESTE
CONCENTRA 42,64% DE
TODO O ELEITORADO
NACIONAL.
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PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL, RODRIGO
PACHECO, E PARLAMENTARES DESTACAM
IMPORTÂNCIA DA DEMOCRACIA PARA O PAÍS
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que o Congresso Nacional
sempre será o guardião da democracia e não aceitará qualquer movimento que signifique retrocesso e autoritarismo. O senador disse pelas redes sociais que a solução
para os problemas do país passa pelo apoio irrestrito às manifestações pacíficas e à
liberdade de expressão. O senador se manifestou pelas redes sociais pouco depois
da leitura de uma carta pela democracia e em defesa do sistema eleitoral brasileiro
elaborada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Vários senadores reagiram no último dia 11/08 a cartas e manifestos a favor da
democracia. Pelas redes sociais, declararam apoio à Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de direito, elaborada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), e ao manifesto Em Defesa da Democracia e
da Justiça, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
A carta, que no lançamento já reunia 900 mil assinaturas, foi lida em um ato
com a participação de juristas, artistas, políticos e movimentos sociais. O manifesto
organizado pela Fiesp, e lançado no mesmo evento, contava com a adesão de mais
de cem entidades.
“Não há a menor dúvida de que a solução para os problemas do País passa
necessariamente pela presença do Estado de Direito, pelo respeito às instituições e
o apoio irrestrito às manifestações pacíficas, à liberdade de expressão e ao processo
eleitoral. Desenvolvimento, bem-estar e justiça só prosperam em ambiente de livre
pensamento, base da verdadeira pátria livre e soberana”, disse, pelo Twitter, Rodrigo
Pacheco.
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MARCO REGULATÓRIO DE FOMENTO À CULTURA
A CTASP – Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara
dos Deputados, aprovou projeto de lei que estabelece marco regulatório do fomento
à cultura no âmbito da administração pública da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Foi aprovado o substitutivo apresentado pela relatora ao Projeto de Lei 3905/21,
da deputada Áurea Carolina (Psol-MG) e outros 17 parlamentares. A relatora, Fernanda Melchionna, manteve a maior parte do texto, que considerou relevante para o
setor cultural e para o arcabouço jurídico.
Repasses
Pelo texto aprovado, a execução do regime próprio de fomento à cultura poderá contar com repasses da administração pública, nas categorias de execução cultural, premiação cultural e bolsa cultural, ou mediante contrapartidas do setor privado,
na forma dos termos de ocupação cultural e de cooperação cultural.
Em todas as hipóteses, a implementação do regime próprio de fomento à cultura deverá garantir plena liberdade para a expressão artística, intelectual, cultural
e religiosa, respeitada a laicidade do Estado. O texto prevê ainda regras para chamamento público, análise e seleção das iniciativas culturais.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões
de Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Com informações da Agência Câmara e Agência Senado de Notícias e do TRE-DF.
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Este informativo foi elaborado com a participação exclusiva da Plataforma MROSC,
não podendo, em caso algum, considerar-se que reflete a posição da União Europeia.
FICHA TÉCNICA
Elaboração: Diego Scardone e Patrick Mariano
Revisão: Candice Araujo, Igor Ferrer, Eliana Rolemberg, Luise Villares e
Laís de Figueirêdo Lopes.
Assessoria de Comunicação Angelica Tomassini e Nívea Martins.
Comitê Facilitador da Plataforma MROSC: Abong, Cáritas Brasileira,
Cese, Esquel, Gife e Unicopas.
Projeto gráfico e diagramação: Mateus Leal
Contato com a redação: mroscplatataforma@gmail.com
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