Mantenha-se Informado sobre o Cenário Político para as Organizações da Sociedade Civil
O Boletim Informativo “Somos MROSC” é uma ferramenta essencial para aqueles que acompanham o cenário político brasileiro e têm interesse nas questões que impactam as Organizações da Sociedade Civil (OSC). Com um olhar atento sobre o Congresso Nacional, o boletim destaca propostas legislativas em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal que podem ser de interesse das OSCs.
O principal objetivo é manter as organizações signatárias da Plataforma MROSC sempre bem informadas sobre as proposições que afetam o ambiente jurídico das OSCs e também sobre a atuação da própria Plataforma MROSC.
Não perca a oportunidade de se manter atualizado e preparado para os debates políticos relevantes para as OSCs. Acesse a 19ª edição do Boletim Somos MROSC e esteja à frente das mudanças que impactam o setor. Junte-se a nós nessa busca por um ambiente mais justo e favorável para as Organizações da Sociedade Civil.
Texto completo (transcrição)
SOMOS MROSC
MAIO DE 2023
Nº
19
I NFORMATI VO
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SOMOS MROSC
SOMOS MROSC
O boletim informativo “Somos MROSC” oferece uma visão
sobre o cenário atual do Congresso Nacional, destacando
propostas legislativas em tramitação na Câmara dos
Deputados e no Senado Federal que possam interessar
às Organizações da Sociedade Civil (OSC). O objetivo
desta publicação é manter as organizações signatárias da
Plataforma MROSC informadas sobre proposições que
impactem o ambiente jurídico das OSC e sobre a atuação da
própria Plataforma MROSC.
COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO
Em menos de seis meses de governo, o Presidente Lula e sua equipe terão que lidar
com ao menos seis Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) criadas no Congresso
Nacional.
Foram instaladas na Câmara dos Deputados a CPI do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para apurar as ações e o financiamento do grupo; a CPI da
Americanas, para investigar as inconsistências na contabilidade da empresa; e a CPI das
Apostas Esportivas, que vai se debruçar sobre a manipulação de resultados em jogos de
futebol profissional para favorecer apostadores.
Além destas, já foram criadas outras três CPIs que ainda aguardam instalação: a CPI
das Criptomoedas na Câmara dos Deputados, que deve investigar esquemas de pirâmides financeiras que prometem enriquecimento através de criptomoedas; a CPI das
ONGs da Amazônia no Senado, para investigar possíveis irregularidades de organizações da sociedade civil que atuam na região; e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, – que contará com deputados/as e senadores/as – para apurar
os atos criminosos durante o ataque aos Três Poderes que ocorreu no início do ano.
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CPI DAS ONGS (CPIONGS)
Após a leitura do Requerimento de criação da chamada “CPI das ONGs” pelo Presidente do Senado Federal, líderes dos blocos partidários indicaram os/as 11
integrantes titulares e também os/as 7suplente s para
compor a CPI. Veja aqui a composição. A presidência
ficou com o Senador Plínio Valério (PSDB/AM), que foi
o propositor da Comissão, sendo a Vice-Presidência do
Senador Jaime Bagattoli (PL/RO) e a Relatoria do Senador Márcio BIttar (UNIÃO/mjjLeoriei⁹utu AC).
De acordo com o Requerimento de criação da CPI, de autoria do Senador Plínio Valério (PSDB-AM), a Comissão visa investigar, no prazo de 130 dias, a liberação
pelo Governo Federal de recursos públicos para ONGs e OSCIPs. A Comissão também investigará a utilização por essas entidades desses recursos e de outros por
elas recebidos do exterior, a partir do ano de 2002 até a data de 1º de janeiro de
2023; a concentração desses recursos em atividades-meio, o que alegam descumprir
os objetivos para os quais esses recursos foram destinados originalmente; possível
desvirtuamento dos objetivos da ação dessas entidades e eventual operação contra
interesses nacionais; casos de abuso de poder, com alegada intromissão dessas entidades em funções institucionais do poder público; e a aquisição, a qualquer título,
de terras por essas entidades (RQS 292/2023).
A primeira sessão ocorreu no dia 14 de junho, quando houve a instalação e eleição dos cargos, e a segunda no dia 20 de junho para apreciação do plano de trabalho
proposta pelo Relator.
CPIS DO MST
A leitura do pedido de CPI do MST na Câmara dos
Deputados trouxe muita preocupação para os movimentos sociais que atuam na questão agrária. Com
171 assinaturas, o requerimento recebeu o apoio da
Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Sem fato
determinado, a CPI visa atacar a principal forma de
mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras que
são as ocupações de terra. A relatoria da Comissão,
um dos pontos chaves, será concedida ao Deputado
Federal Ricardo Salles (PL-SP), notório inimigo do meio
ambiente e da reforma agrária, e a presidência será
do autor do pedido, Deputado Federal Tenente Coronel Zucco (Republicanos-RS), ligado à bancada da bala.
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ASSINATURAS
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou no dia 17 de maio que a Polícia Federal investigue o Deputado Federal Zucco por
suspeitas de incentivo a atos antidemocráticos no Rio Grande do Sul e em Brasília.
Conforme o despacho de Moraes, a representação apo ta que o parlamentar
“estaria perpetrando crimes mediante patrocínio e incentivo a atos antidemocráticos, seja em território gaúcho, seja na cidade de Brasília”.
BIG TECHS
O presidente da Câmara dos Deputados, Dep. Arthur Lira (PP-AL), defendeu a regulamentação das redes
sociais e criticou a atuação das big techs no debate do Projeto de Lei das Fake News (PL 2630/20), cuja votação foi
adiada nesta terça-feira.
“Nós demos uma semana para que as big techs fizessem o
horror que fizeram com a Câmara Federal e eu não vi ninguém
aqui defender a Câmara Federal. Num país com o mínimo de
seriedade, Google, Instagram, TikTok, todos os meios tinham que
ser responsabilizados. Como você tem num site de pesquisa um
tratamento desonroso com essa Casa?”, Indagou Lira.
O Google manteve em sua página principal um link para textos atacando o projeto.
CONGRESSO NACIONAL
O Congresso Nacional se reuniu na última semana
de abril para analisar uma pauta extensa com 26 vetos
e projetos de lei que abriram espaço para o reajuste de
servidores/as, o pagamento do Bolsa Família e do piso
da enfermagem. Além desses itens, houve a leitura do
requerimento que pede a instalação da CPI mista para
investigar as invasões ocorridas em 8 de janeiro, quando os prédios dos Três Poderes foram depredados. Esta
foi a primeira sessão do Congresso Nacional durante o
Governo Lula.
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REFORMA TRIBUTÁRIA
O presidente da Câmara Arthur Lira tem afirmado publicamente que a matéria
deverá ser votada na Câmara dos Deputados ainda no primeiro semestre de 2023.
“Estamos tentando diminuir arestas de pontos específicos”, afirmou. O objetivo, segundo ele, é entregar uma reforma que simplifique a vida das empresas. Lira informou que seguirá conversando com as lideranças para garantir que a reforma seja
pautada antes do recesso parlamentar, com previsão de início após 17 de julho.
Arcabouço fiscal
O Senado começa a analisar o novo arcabouço fiscal, aprovado no dia 24 de
maio pela Câmara dos Deputados. A expectativa do presidente da Casa, Sen. Rodrigo
Pacheco (PSD-MG), é de que o projeto de lei complementar (PLP) 93/2023 seja enviado para sanção presidencial no mês de junho.
O texto que chega ao Senado é diferente da proposta original enviada em abril
pelo Poder Executivo. O relator da matéria na Câmara, Deputado Federal Claudio
Cajado (PP-BA), sugeriu uma série de mudanças no projeto, mas manteve o princípio
de que o crescimento das despesas deve ser menor do que a evolução das receitas
da União.
O PLP 93/2023 prevê a fixação de limites para a despesa primária. Eles devem
ser reajustados anualmente, segundo dois critérios: o Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA) e um percentual sobre o crescimento da receita primária, descontada a inflação.
Pelo texto original, os critérios para conter as despesas da União seriam definidos a cada ano na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), mas os deputados e
deputadas decidiram fixar esses limites de forma permanente no PLP 93/2023. Os
parâmetros levam em conta a meta de resultado primário de dois anos antes. Entre
2024 e 2027, os gastos podem crescer até os seguintes limites:
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70%
da variação real da
receita, caso a meta de
dois anos antes tenha
sido cumprida; ou
50%
da variação real da receita,
caso a meta de dois
anos antes tenha sido
descumprida.
O texto prevê faixas de tolerância para a definição do resultado primário. Essa
margem, para mais ou para menos, é de 0,25 ponto percentual do Produto Interno
Bruto (PIB) previsto no projeto da LDO. A meta só será considerada descumprida se
o resultado primário ficar abaixo da banda inferior da faixa de tolerância.
Por exemplo:
O projeto da LDO para 2024 (PLN 4/2023) fixa a meta de resultado
primário em zero. Levando em conta a estimativa do PIB em R$ 11,5
trilhões, o intervalo de tolerância seria de R$ 28,7 bilhões para mais
ou para menos. Se, em 2024, o país tiver um déficit de R$ 30 bilhões,
as despesas de 2026 seriam limitadas a 50% da variação da receita.
O texto assegura um crescimento mínimo para o limite de despesa primária de
0,6% ao ano. O projeto também fixa um teto para a evolução dos gastos de 2,5% ao
ano, mesmo que a aplicação dos 70% da variação da receita resulte em valor maior.
2023 e 2024
Os deputados e deputadas aprovaram uma regra que pode ampliar o limite de
despesas do Poder Executivo em 2024. Caso a União registre uma “boa performance
da receita”, o dinheiro extra pode ser liberado por meio de crédito suplementar, após
a segunda avaliação bimestral de receitas e despesas primárias. Ainda assim, o valor
fica limitado a 2,5% de crescimento real da despesa previsto na regra geral.
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O PLP 93/2023 prevê ainda a adoção de limites globais de despesa para os Três
Poderes, o Ministério Público e a Defensoria Pública da União. Em 2024, o limite equivale às dotações previstas na Lei Orçamentária deste ano (Lei 14.535, de 2023) mais
os créditos adicionais vigentes antes da publicação do novo arcabouço fiscal. O texto
permite a compensação entre os limites individualizados de todos órgãos — exceto
o do Poder Executivo.
Para 2023, os limites individualizados são aqueles previstos na Lei Orçamentária. Eles não podem ser ultrapassados por meio da abertura de crédito suplementar
ou especial. Para ser considerado cumprido, o limite deve considerar as despesas
primárias pagas, incluídos restos a pagar pagos e demais operações que afetem o
resultado primário do exercício.
Conceito de receita
O PLP 93/2023 exclui do conceito de receita primária alguns rendimentos considerados incertos ou imprevisíveis. É o caso de quantias obtidas com concessões e
permissões, dividendos e participações, exploração de recursos naturais e transferências legais e constitucionais por repartição. Também são desconsideradas para o
cálculo da receita primária:
saldos de contas inativas
do Programa de Integração
Social e do Programa de
Formação do Patrimônio do
Servidor Público (PIS/Pasep)
declarados abandonados pela
Emenda Constitucional 126; e
receitas obtidas
com programas de
recuperação fiscal (Refis)
criados após a publicação
do arcabouço fiscal.
Para estimar a variação real da receita primária, o projeto prevê o uso dos valores acumulados nos 12 meses encerrados em junho do ano em que começa a tramitação do projeto da Lei Orçamentária.
Por exemplo:
a variação da receita para 2024 deve ser calculada a partir dos
valores acumulados de julho de 2022 a junho de 2023,
considerada a inflação do período.
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Investimentos
O PLP 93/2023 estabelece regras para os investimentos. A cada ano, eles devem
ser equivalentes a pelo menos 0,6% do PIB estimado no projeto da Lei Orçamentária
Anual (LOA). Caso a estimativa do PIB de R$ 11,5 trilhões para 2024 seja mantida, o
investimento mínimo no próximo ano seria de R$ 69 bilhões. O valor inclui subsídios
e financiamentos de unidades habitacionais novas ou usadas em áreas urbanas ou
rurais.
Caso alcance um resultado primário além do intervalo de tolerância — ou seja,
0,25% do PIB acima da meta —, o Poder Executivo pode aplicar 70% do valor excedente em investimentos no ano seguinte. Ainda assim, as dotações adicionais em
investimentos não podem ultrapassar o equivalente a 0,25 ponto percentual do PIB
do ano anterior.
Fora do teto
O arcabouço fiscal deixa algumas despesas fora do cálculo dos limites. Entre
elas, transferências a estados e municípios pela concessão de florestas federais ou
venda de imóveis federais, além de precatórios devidos a outros entes federativos
usados para abater dívidas. Também ficam excluídas as seguintes despesas:
–
transferências constitucionais e legais a estados, Distrito Federal e municípios,
como as de tributos;
–
créditos extraordinários para despesas urgentes, como calamidade pública;
–
despesas custeadas por doações, como as do Fundo Amazônia ou aquelas obtidas por universidades, e por recursos obtidos em razão de acordos judiciais
ou extrajudiciais relativos a desastres de qualquer tipo;
–
despesas pagas com receitas próprias ou convênios obtidos por universidades
públicas federais, empresas públicas da União que administram hospitais universitários, instituições federais de educação, ciência e tecnologia, vinculadas
ao Ministério da Educação, estabelecimentos militares federais e demais instituições científicas, tecnológicas e de inovação;
–
despesas da União com obras e serviços de engenharia custeadas com recursos transferidos por estados e municípios, a exemplo de obras realizadas pelo
Batalhão de Engenharia do Exército em rodovias administradas por governos
locais;
–
pagamento de precatórios com deságio aceito pelo credor;
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–
parcelamento de precatórios obtidos por estados e municípios relativos a repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental
e de Valorização do Magistério (Fundef); e
–
despesas não recorrentes da Justiça Eleitoral com a realização de eleições.
Dentro do teto
Outras despesas ficam limitadas às regras definidas pelo novo arcabouço fiscal.
É o caso de gastos com o complemento do piso da enfermagem e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O PLP 93/2023 também
mantém sob o teto o aporte de capital para estatais, as despesas com a cobrança
pela gestão de recursos hídricos a cargo da Agência Nacional de Águas e Saneamento
Básico (ANA) e o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).
O dinheiro do FCDF é repassado anualmente pela União para custear despesas
de pessoal, principalmente com as áreas de segurança pública, saúde e educação.
O PLP 93/2023 muda a forma de correção do fundo. Pela regra em vigor, o FCDF é
corrigido pela variação da receita corrente líquida (RCL) da União. A partir de 2025, a
correção leva em conta a variação do limite da despesa primária do Poder Executivo.
REVISÃO DO MARCO REGULATÓRIO
DAS ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE
CIVIL (MROSC)
A revisão do MROSC foi o tema de uma roda de diálogo promovida pelo Núcleo de Estudos Avançados do
Terceiro Setor (NEATS) da Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo, que contou com a participação da Secretaria-Geral da Presidência da República.
A revisão do Decreto 8.726/2016 é um processo que
vem sendo liderado pela Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas, por meio da Diretoria de Parcerias com a Sociedade Civil. Participam
do Grupo de Trabalho representantes de organizações da sociedade civil e de órgãos
públicos que celebram parcerias com a sociedade civil.
Para o Diretor de Parcerias, Igor Ferrer, passados sete anos da publicação do
decreto, é hora de ajustar e atualizar o marco regulatório, a partir das experiências
da sociedade civil e dos órgãos governamentais que atuam em parceria. “A revisão
do decreto vai fomentar as parcerias entre o poder público e a sociedade civil e permitir a implementação de políticas públicas de forma participativa”, afirmou.
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Com a mediação de Silvio Sant’Ana, representante da Fundação Esquel no Comitê Facilitador da Plataforma MROSC, a mesa iniciou com a intervenção de Sérgio
Godoy, Coordenador de Fomento da Diretoria de Parcerias com a Sociedade Civil,
da Secretaria de Diálogos Sociais. Ele dialogou sobre a reformulação da estrutura
da Secretaria-Geral da República, destacando a importância da Secretaria Nacional
de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas e suas ações prioritárias. Por
outro lado, ele mencionou o processo de revisão do Decreto Federal 8.726 de 2016,
com base nas contribuições enviadas pela Plataforma MROSC.
Aldiza Soares, Secretária Executiva do Conselho Nacional de Fomento e Colaboração (CONFOCO), falou sobre a reformulação do CONFOCO e a revisão do decreto, enfatizando a relevância de encarar a Secretaria como interlocutora junto ao
governo. “Demandem! Estamos aqui para ouvi-los e construirmos juntos”, ressaltou.
O diálogo prosseguiu com a intervenção de Kildare Araújo Meira, Subsecretário de Assuntos Constitucionais da Casa Civil do Governo do Distrito Federal, que
abordou a necessidade de articular processos e mudanças consistentes para que
fiquem estabelecidos independentemente do governo. O Subsecretário definiu-se
“muito feliz com a retomada de diálogo e articulação da Plataforma MROSC DF e poder distrital;”
Luciana Holanda, assessora do Mandato da Deputada Distrital Dayse Amarílio
(PSB), trouxe as reflexões da Deputada e falou das ações de busca e fortalecimento
da parceria entre governo e sociedade civil.
As organizações signatárias tiveram a oportunidade de apresentar a realidade
de seus estados e trazer pontos relevantes para discussão. A Plataforma DF, representada pelo Sérgio Cássio, propôs a criação de um grupo de trabalho para acompanhar a articulação da criação do CONFOCO, a criação de uma comissão na OAB, entre
outras ações de fortalecimento do Centro-Oeste.
O representante do estado do Mato Grosso, André Régis Tavares Novais, frisou
a importância de usar uma linguagem que não criminalize as organizações da sociedade civil e destacou que muitas vezes os representantes do terceiro setor não são
recebidos em suas regiões.
Já a representante do Mato Grosso do Sul, Carla Rodrigues, trouxe à tona a
discussão da criação de um manual de boas práticas. Ela ressaltou ainda que as organizações muitas vezes não são ouvidas e precisam de um manual para poderem
se orientar.
Após as apresentações das organizações da sociedade civil e das autoridades sobre as ações em andamento e os desafios enfrentados na implementação do
MROSC, foi aberta uma plenária para diálogo livre entre todos os participantes. Nessa discussão, foram levantadas diversas questões e sugestões para melhorar a articulação entre os diferentes setores e ampliar o impacto das iniciativas em curso.
Ao final da plenária, os representantes do poder público manifestaram sua
disponibilidade para trabalhar em conjunto com as organizações da sociedade civil
no sentido de superar os obstáculos e avançar na implementação do MROSC. Eles
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destacaram a importância da participação ativa da sociedade civil no processo e se
comprometeram a continuar apoiando as ações que visam aperfeiçoar o ambiente
legal e institucional para as OSC. Foi um momento muito importante de aproximação
e fortalecimento da parceria entre o estado e a sociedade civil, rumo a um ambiente
mais democrático e participativo.
ENCONTRO REGIONAL DE MULHERES
No dia 12 de Maio, a Plataforma MROSC realizou o Encontro Regional de Mulheres, um momento de integração entre as representações femininas que participaram
do Encontro Regional Centro-Oeste, ocorrido nos dias 10 e 11 de maio de 2023. As
atividades aconteceram de forma presencial em Brasília.
O tema tratado pelas participantes foi
“O papel das Mulheres no Fortalecimento das
Organizações da Sociedade Civil”.
A programação iniciou com um momento profundo de apresentação, onde
cada mulher refletiu sobre sua caminhada nos movimentos sociais. Esperança, resiliência, organização, futuro, são algumas das palavras utilizadas pelas mulheres para
compartilhar experiências e desafios enfrentados na vida pessoal e profissional, ressaltando a necessidade de maior participação e empoderamento na gestão e tomada
de decisões nas OSC.
Durante o evento, Aldiza Soares, da Fundação Esquel, chamou a atenção para
o perfil das organizações da sociedade civil no Brasil. Ela iniciou sua fala com uma
afirmação empoderadora, destacando a importância do papel das mulheres na atuação dessas organizações: “Nós mulheres somos demais! Nenhum homem consegue
fazer o que a gente faz”. Em seguida, ela compartilhou dados preocupantes sobre
a queda de organizações na região Centro-Oeste do país, principalmente aquelas
que atuam no desenvolvimento e defesa de direitos. Esses números evidenciam a
importância de se fortalecer as OSC e garantir um ambiente jurídico e institucional
adequado para a atuação dessas organizações tão fundamentais para a sociedade.
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Thanisia Marcella Cruz, da Articulação Nacional de Negras Jovens Feministas e
líder do Movimento Elas no Poder, abordou a importância do trabalho das organizações da sociedade civil na promoção da equidade de gênero e na defesa dos direitos
e deu uma panorâmica de projetos coordenados por mulheres negras. Ela destacou
que as OSC possuem a capacidade de atuar em áreas onde o Estado não consegue
chegar, trabalhando com recursos limitados e lidando com desafios econômicos, humanos e emocionais. Thanisia afirmou que trabalhar em organizações a tornou uma
pessoa irredutível e que a pauta das mulheres negras não permite que elas se afastem da política. Além disso, ela apresentou uma pesquisa realizada pelo Movimento
Elas no Poder sobre as discriminações sofridas por candidatas mulheres durante as
eleições de 2022.
A conclusão do encontro levou as participantes a reconhecerem que é preciso ressignificar o papel das mulheres dentro das instituições para que elas possam
ocupar mais espaços de liderança e contribuir de forma mais efetiva para o fortalecimento das organizações. Para isso, é importante que as mulheres se articulem
entre si, compartilhando experiências e conhecimentos para desenvolver ações mais
inclusivas e para cuidar da saúde mental da nossa sociedade.
Além disso, a necessidade de fortalecer a política de gênero e raça dentro das
organizações foi destacada como uma ação importante para criar um ambiente mais
justo e igualitário. As participantes também se comprometeram a trabalhar juntas
para definir ações mais concretas e criar um impacto duradouro nas organizações
do Centro-Oeste a longo prazo. No final, ficou evidente que a união e a solidariedade
entre as mulheres são fundamentais para a construção de um mundo mais democrático e igualitário.
GOVERNO DO ACRE DIVULGA DECRETO Nº 11.235
QUE CRIA O CONFOCO/AC, FRUTO DA ARTICULAÇÃO
DA PLATAFORMA MROSC COM O PODER PÚBLICO
Em junho de 2022, Rio Branco/AC recebeu o I Encontro Regional da Plataforma
MROSC, no qual foram definidas as prioridades da Agenda MROSC para a região Norte. Durante o evento, a Plataforma Acre criou um Grupo de Trabalho, o qual realizou
a discussão de diversas reflexões junto ao Secretário da Casa Civil do Governo do
Acre, Júlio Cezar Costa, e equipe técnica da SeGov.
Com a criação do CONFOCO no estado, o Acre dá um passo importante no fortalecimento das relações entre o poder público e as organizações da sociedade civil
e, consequentemente, contribui para o desenvolvimento social e econômico do estado. Espera-se que haja uma maior efetividade e transparência nas políticas públicas,
fortalecendo a democracia e garantindo uma maior participação da sociedade na
construção de um futuro mais justo e igualitário.
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PLATAFORMA MROSC DISPONIBILIZA DOCUMENTOS
PARA ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL
Como iniciativa de fomentar o acesso das organizações da sociedade civil aos
documentos, arquivos e livros produzidos com os temas caros à agenda MROSC, a
Plataforma disponibiliza em seu site todo o material de interesse existente no site
governamental PARTICIPABR.
Essa iniciativa é de extrema importância para garantir que as organizações da
sociedade civil tenham acesso às informações e recursos necessários para cumprir
sua missão e fortalecer sua relação com o Estado. Além disso, a Plataforma MROSC
é uma ferramenta valiosa para promover a transparência e a participação cidadã na
gestão pública, contribuindo para o fortalecimento da democracia no país.
Apoiada nisso, a Plataforma reforça seu compromisso com a sociedade civil e
com a promoção de um ambiente favorável para que as organizações possam atuar
de forma eficaz em prol do bem comum. A disponibilização desses documentos é
mais um passo importante nessa direção.
CONFIRA O MATERIAL CLICANDO AQUI:
HTTPS://PLATAFORMAOSC.ORG.BR/PARTICIPA-BR/
*COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA SENADO
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como debatemos a regulamentação das matérias por lei.
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Realização:
Apoio:
Este informativo foi elaborado com a participação exclusiva da Plataforma MROSC,
não podendo, em caso algum, considerar-se que reflete a posição da União Europeia.
FICHA TÉCNICA
Elaboração: Diego Scardone e Patrick Mariano
Revisão: Candice Araujo, Igor Ferrer, Eliana Rolemberg, Vitória Mesquita,
Laís de Figueirêdo Lopes, Luiza Pinhiro e Aldiza Soares.
Assessoria de Comunicação: Angelica Tomassini e Nívea Martins.
Comitê Facilitador da Plataforma MROSC: Abong, Cáritas Brasileira,
ELO, Cese, Esquel, Gife e Unicopas.
Projeto gráfico e diagramação: Mateus Leal
Contato com a redação: mroscplatataforma@gmail.com
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